PORTO VAI REFORÇAR COMPENSAÇÕES DOS COMERCIANTES DO BOLHÃO
A revisão dos valores das compensações para os comerciantes do Mercado do Bolhão foi aprovada por unanimidade. A reabertura da infraestrutura está agendada para o segundo trimestre de 2022.
Redação
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23 de Novembro 2021, 15:30
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A obra de restauro do edifício do Mercado do Bolhão deverá estar concluída até ao final do ano. Durante o primeiro trimestre de 2022, a autarquia vai instalar equipamentos para os comerciantes e outras adaptações nos espaços comerciais. “A nossa expetativa é que a obra fique pronta em dezembro. Depois haverá alguns trabalhos que têm de ser feitos nas lojas a quem já foram entregues as chaves, que têm de fazer as suas adaptações, e relativamente a instalações de equipamentos para os comerciantes do terrado”, indicou o autarca. 

A reabertura ao público deverá ocorrer durante o segundo trimestre de 2022, mas segundo a Câmara Municipal do Porto, “os comerciantes querem instalar-se no final do primeiro trimestre. Foram eles que nos pediram para não mudar antes, porque nesta altura é quando vendem mais. Há um momento de transição em que eles têm de pegar nas coisas num lado e passar para o outro. O mercado durante uns dias tem de estar fechado, e nesta altura não faria sentido. Este assunto está a ser gerido com eles. Um dos sucessos deste modelo tem sido o diálogo permanente com eles, tentando adequar ao que eles nos dizem”, informou Rui Moreira. 

Na sessão de discussão, foi aprovada a proposta de reforço dos valores para o pagamento do Valor Mínimo Garantido de Sobrevivência aos comerciantes do interior do Mercado do Bolhão e aos inquilinos do exterior, de retificação dos valores para o pagamento de obras de adaptação dos restaurantes e aos comerciantes do interior. 

Quando questionado sobre os atrasos nas obras, Rui Moreira afirma que os mesmos aconteceram devido à pandemia e a falhas por parte da entidade responsável pela empreitada. “Houve problemas com escavações, com infraestruturas, problemas arqueológicos que não estavam previstos. Nós não podemos considerar que tudo aquilo que aconteceu com o Mercado do Bolhão possa ser imputado ao construtor, mas a GO Porto está muito atenta a essa matéria. Tivemos também questões relacionadas com a pandemia: a lousa que foi substituída vinha de um fabricante em Espanha e, subitamente, por causa da pandemia, não veio. Há materiais que, pura e simplesmente, deixaram de estar disponíveis”, referiu o presidente da Câmara do Porto. 

“Descobriram-se coisas muito interessantes, muito bonitas. Outra questão muito importante é o túnel de acesso: um dos grandes problemas de todos os modelos que tinham sido apresentados, havendo a necessidade de uma cave no Bolhão, é que criavam à volta do Bolhão bocarras horríveis. O que vai ser extraordinário é que as mercadorias vão poder chegar ao Bolhão sem que nós vejamos um único camião ou carrinha que seja. E todas as saídas de lixo, de detritos, também vão sair por baixo, não estão à vista. Toda essa parte está pronta”, concluiu. 

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