PORTO QUER COMPRAR SEIS ILHAS PARA FIXAR HABITANTES NA CIDADE
A Câmara Municipal do Porto quer adquirir seis ilhas na zona de Campanhã para garantir a permanência dos habitantes originais na cidade.
Redação
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22 de Dezembro 2021, 18:00
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Com um investimento na ordem dos 7,4 milhões de euros, o Município do Porto pretende reabilitar as habitações da zona da Lomba, em Campanhã, de forma a garantir a permanência dos moradores originais e aumentar a dotação de habitação. A iniciativa surgiu em resultado do programa Estratégicas Específicas para a Regeneração Habitacional das “Ilhas do Porto” e vai deverá recorrer aos apoios do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). 

Pedro Baganha, vereador com os pelouros do Urbanismo, Espaço Público e Habitação, explicou que a autarquia pretende “emparcelar estas seis ilhas, alterar a sua configuração, aumentando os espaços coletivos, a permeabilidade do solo, as áreas das unidades habitacionais e, dessa forma, conseguir uma solução urbanística integrada, muito virtuosa para a reabilitação do território da Lomba”, e ainda “criar uma metodologia de intervenção arquitetónica, mas também de apoio aos proprietários de tal forma que se consigam oferecer soluções de financiamento, soluções de reabilitação das ilhas do Porto”. 

De acordo com a proposta, as 59 casas existentes vão ser transformadas em 41 habitações, com as tipologias T1 e T2, e devem realojar os 39 agregados familiares que atualmente vivem na zona. 

Segundo o vereador, “o facto de se juntarem seis ilhas cria efeito de escala e abre um conjunto de possibilidades de resolução urbanística deste território que, se considerássemos individualmente cada uma das ilhas, não existiria”, revelando também que as habitações estão inseridas na  rea de Reabilitação Urbana (ARU) Campanhã-Estação, que já tem uma Operação de Reabilitação Urbana (ORU) aprovada. 

Além da intervenção em Campanhã, o programa 1.º Direito – Programa de Apoio ao Acesso à Habitação já recebeu candidaturas para reabilitação de três ilhas privadas nas Antas, S. Vítor e Campo Alegre, o que corresponde a 40 habitações que deverão ser transformadas em 24 fogos reabilitados, “mantendo-se todos os agregados residentes e incorporando 12 novos agregados”, esclareceu o vereador. 

Quando questionado sobre a redução do número de habitações nestas ilhas, Pedro Baganha afirmou que muitas das casas atuais se encontram devolutas e que “é inaceitável termos 33 metros quadrados de média por fogo”, sendo por isso necessário haver “menos unidades, mas com melhores condições”, concluiu. 

 

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