PONTE SOBRE O DOURO SUSPENSA. METRO DO PORTO NÃO FOI INFORMADA
O concurso lançado pela autarquia para a construção da nova ponte sobre o rio Douro foi suspenso pelo Tribunal, mas a Metro do Porto não foi notificada.
Redação
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17 de Novembro 2021, 19:30
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António Adão Fonseca, um dos contestatários do concurso lançado pela Câmara Municipal do Porto para a construção de uma nova ponte para ligar o Porto a Vila Nova de Gaia através de uma nova linha de metro, diz não estar “a pedir nada de especial, a não ser que seja feita justiça a quem se considera injustiçado”, exigindo também “uma revisão de provas”, referiu em declarações à Lusa. 

Segundo o engenheiro, a Metro do Porto “entendeu que não podia fazer essa audiência prévia porque, entretanto, tinha dado conhecimento de quem eram os concorrentes num processo de anonimato. Porque é que deu a conhecer? Um dos concorrentes foi eliminado sem apelo nem agravo, apenas porque num desenho, entre muitos desenhos, aparecia lá, por esquecimento, o nome dele. Foi eliminado, pura e simplesmente. Acho bem esse rigor. Porque é que a administração da Metro do Porto não cumpre com esse rigor?”, questionou. 

António Adão Fonseca acusou a entidade de ter “o descuido de tornar ilegal o procedimento”, acrecescentando que qualquer candidato tem direito “à revisão de uma decisão que até pode ser mantida”. 

Já a Metro do Porto, em resposta escrita à Lusa, revelou não ter sido “notificada de qualquer decisão judicial no sentido da suspensão do concurso público internacional de concessão para elaboração dos projetos de execução da ponte sobre o rio Douro entre as cidades do Porto e Vila Nova de Gaia”, esclareceu. Segundo a mesma fonte, “no âmbito deste mesmo concurso, um concorrente, que não o citado pela comunicação social, interpôs recentemente ação de natureza idêntica à que agora é referida, sem que o Tribunal tenha aceitado ou validado o pedido de suspensão do procedimento concursal”, informou. 

Após terem sido anunciados os três projetos finalistas, já sete concorrentes impugnaram o processo, sendo que uma das impugnações foi rejeitada por ser “extemporânea”, acrescentou a entidade. 

O júri do concurso atribuiu o primeiro lugar ao consórcio liderado por Edgar Cardoso: Laboratório de Estruturas que propõe uma solução tipo pórtico com escoras inclinadas, com betão como principal material e uma altura superior à da Ponte da Arrábida. 

O consórcio liderado pela COBA, que apresenta uma solução de arco com tabuleiro a nível intermédio, com pilares de betão armado nas encostas e pilares metálicos sobre o arco, ficou em segundo lugar. O terceiro posto foi ocupado pelo consórcio liderado pela Betar, cujo projeto propõe uma solução de pórtico de pilares inclinados e assimétricos nas margens, com o tabuleiro a ser constituído por aço e betão e os pilares e encontros em betão armado. 

 

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