A questão do alegado “buraco” financeiro de 13 milhões de euros que, segundo o atual presidente da Câmara de Vila do Conde, Vítor Costa, (PS) foi deixado nas contas do município pela sua antecessora, Elisa Ferraz, do Movimento Nós Avançamos Unidos – NAU, continua sem resolução.
Durante a última reunião do Executivo local, realizada ontem, o NAU recusou-se a participar na votação relativa ao Relatório e Contas referente ao ano de 2021 por considerar que “não existe até há data qualquer auditoria às contas municipais”, de modo a esclarecer a questão.
De acordo com um comunicado enviado à redação do EuroRegião, o movimento NAU afirma que “[o atual presidente da Câmara Municipal] ameaçou com uma auditoria às mesmas [contas públicas] (em dezembro de 2021) até hoje não concretizada, apesar dos sucessivos apelos do Movimento NAU para esclarecimentos sobre a mesma, nomeadamente na Assembleia Municipal de 24/2/2022”.
“Apresenta-se agora o Relatório e Contas com parecer favorável do Diretor de Departamento, do Revisor Oficial de Contas e uma avaliação que se pode considerar de excelência, no desempenho do então Executivo Municipal NAU, pois o documento não reflete qualquer indício de buraco financeiro, pelo contrário, o relatório apresenta um grau de execução de 90% na receita e de 80% na despesa, transitando de 2021 para 2022 um saldo positivo de 7,2 milhões de euros,” continua a mesma nota.
Na opinião dos vereadores do NAU “vive-se em Vila do Conde um clima de intimação permanente e age-se confundindo maioria absoluta com poder absoluto”.
“O movimento Nau não se deixará intimidar, como se pretende, e continuará a lutar pelos interesses dos Vilacondenses,” concluem.
