PARQUE SERRAS DO PORTO TERÁ VIDEOVIGILÂNCIA PARA A PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS
Uma parceria da REN e da Universidade de Coimbra, em colaboração com outras entidades, desenvolveu o sistema “mais completo” da atualidade para a prevenção de fogos.
Redação
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16 de Novembro 2021, 14:55
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O Parque Serras do Porto vai ter um sistema de videovigilância com vários tipos de sensores para a prevenção de incêndios. A ideia, no âmbito do projeto rePLANT, prevê a instalação de câmaras óticas e térmicas nas serras de Santa Justa, Pias, Castiçal, Santa Iria, Flores e Banjas, nos concelhos de Gondomar, Paredes e Valongo. No total, será feito um investimento de 2,1 milhões de euros.

O rePLANT trata-se de uma iniciativa para proteger o património florestar através do uso de tecnologia, para isso, trabalha em parceria com várias empresas e universidades. Só no projeto de instalação do sistema de videovigilância no Parque Serras do Porto, estão envolvidas 20 entidades e 70 investigadores e técnicos, entre elas a Universidade de Coimbra e a Redes Energéticas Nacionais (REN).

As câmaras serão instaladas nos postes da REN espalhados pelo parque com uma extensão de quase 6.000 hectares, e irão transmitir imagens em tempo real. Numa segunda fase, serão colocadas mais quatro torres de vigilância nos concelhos de Góis (Alvares, Cadafaz e Colmeal) e Nisa (São Matias).

José Manuel Ribeiro, presidente do conselho de administração do Parque das Serras do Porto, considera tratar-se de “uma mais-valia para o território poder ter um sistema que implica também investigação e que aumenta a capacidade de defesa do património das serras”. “É também o reconhecimento da boa dinâmica do Parque, do trabalho feito pelos três municípios e por outras entidades”, afirma em comunicado.

Segundo João Gaspar, responsável da área de Servidões e Património das REN, “a escolha do Parque das Serras do Porto visa o casamento entre as nossas infraestruturas e a gestão territorial, como é o caso, uma vez que tem uma gestão conjunta. Além disso é uma zona onde há muitos incêndios”, destaca no comunicado de rePLANT.

O sistema estará operacional ainda no primeiro semestre de 2022, “altura em que estará concluída a colocação da primeira torre, em Recarei, no concelho de Paredes”, diz.

Cada câmara, “terá um alcance de 10 quilómetros e funcionará em 360 graus” e “terão uma finalidade diferente dos sistemas que já existem, aliando a deteção de incêndios à sua monitorização, ou seja, vai permitir o acompanhamento do fogo e, dessa forma, prever para onde pode evoluir, fazendo com que seja mais proativo o combate às chamas”, acrescenta.

Carlos Viegas, responsável do projeto na Universidade de Coimbra, explica que foi criado um algoritmo que dirá, em tempo real, a “velocidade do vento ou a temperatura do ar” e “essas informações, uma vez colocadas nos sistemas de propagação, permitirão prever para onde vai o fogo no prazo de uma, duas ou três horas”.

“Não tenho conhecimento que haja um sistema tão completo como este. É capaz de ver por entre a neblina, pois estamos a falar de vários tipos de sensores, onde estão o vídeo, mas também há os térmicos, na gama do infravermelho térmico, que permitem ver através do fumo, poeira, neblinas e até através de alguma vegetação”, sublinha na mesma nota de imprensa.

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