Em 2021, o município de Paredes de Coura conseguiu reduzir a dívida da autarquia em cerca de 754 mil euros e registou uma taxa de execução de 87%, segundo o relatório de contas aprovado em Assembleia Municipal.
“Conseguimos resultados muito positivos que evidenciam contas saudáveis, rigorosas e que reforçam a consolidação do equilíbrio financeiro, alcançado nos últimos anos. A dívida atual e consolidada é de 5.061 936,88 euros, o que representa uma diminuição de 754.442,77 euros”, sublinhou o presidente da câmara, Vítor Paulo Pereira, num comunicado citado pelo jornal O MINHO.
O documento, aprovado por unanimidade, refere “também que as despesas efetuadas em 2021 foram de 13.165 599,64 euros, o que representa um acréscimo de cerca de 10%”, algo que, segundo o edil, “ficou a dever-se aos apoios às instituições de solidariedade social e humanitárias, ao comércio local e à população em geral”, acrescentando que “no ano de 2021, e ainda atualmente, foram muitos os courenses que viveram tempos muito difíceis”.
De acordo com a mesma fonte, durante a pandemia da COVID-19, “o apoio às famílias foi uma preocupação, com subsídios de natalidade, apoios escolares e à manutenção do rendimento, através de várias modalidades”, e lembrou que, também em 2021, a autarquia investiu “quase um milhão de euros na educação”.
“No sector farmacêutico está em fase de conclusão a primeira fábrica de vacinas e preparamos o arranque de mais duas unidades, bem como a construção de um armazém de produtos farmacêuticos com laboratório e controlo de qualidade. Este investimento estimulará novos investimentos na área da biotecnologia, pelo que Paredes de Coura será pioneira na produção industrial de vacinas, o que constitui motivo de orgulho para todos nós”, apontou o governante.
O autarca referiu ainda que o executivo municipal está “permanentemente focado na criação de condições que favoreçam a implantação de empresas de base tecnológica que serão responsáveis pela criação de emprego qualificado”, lembrando que, durante o ano passado, “as rubricas que mais recursos consumiram ao orçamento municipal foram as zonas industriais, a educação e a cultura, a coesão social, a reabilitação urbana e a rede viária”, concluiu.
