O Orçamento da Câmara Municipal de Lisboa (CML) para 2022 foi aprovado ontem (27/01) na Assembleia Municipal. O CHEGA, PCP, BE, PEV e Livre (incluindo dois deputados eleitos pela lista PS/Livre) votaram contra, mas a abstenção do PAN e do PS permitiu viabilizar o documento.
O presidente da CML, Carlos Moedas, na apresentação do documento, fez questão de agradecer a “capacidade de diálogo” entre partidos, e “sobretudo a capacidade de diálogo com os lisboetas”, apelando à “maturidade democrática”.
Segundo o mesmo, este orçamento “representa o princípio da confiança que os eleitores” depositaram no Executivo municipal que lidera, e garante uma “mudança tranquila para a cidade” com “estabilidade inconstitucional”.
Entre as medidas previstas no documento estão transportes públicos gratuitos para menores de 23 anos ou maiores de 65 anos, desconto de 50% no valor do estacionamento, para residentes, em toda a cidade, a “fábrica unicórnios”, um plano de saúde gratuito para pessoas carenciadas (com mais de 65 anos), entre outras.
“Eu sempre afirmei que estava aqui para mudar, mas que estava aqui também para cumprir compromissos do passado, que são importantes para a cidade, e assim o fizemos. Mas estamos a cumprir essencialmente com os lisboetas quando colocamos em prática as propostas com as quais fomos eleitos,” destacou Carlos Moedas.
Nesse sentido, o autarca refere que “é um orçamento que ambiciona fazer da nossa cidade uma cidade mais participável, mais sustentável, mais solidária, uma cidade que investe em saúde e em educação, uma cidade de cultura, economia e inovação, mas, sobretudo, uma cidade resiliente, também, e segura, sempre,” concluiu.
