ORÇAMENTO DA MADEIRA PARA 2022 APROVADO POR MAIORIA
O Plano e Orçamento da Madeira, com uma verba global de 2.125 milhões de euros, foram aprovados com os votos da maioria PSD/CDS.
Redação
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14 de Dezembro 2021, 16:00
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O Orçamento Regional para 2022 contou com a oposição do Partido Socialista, que tem 19 dos 47 deputados que compõem a Assembleia Legislativa da Madeira, e do parlamentar único do PCP. Os deputados do Juntos Pelo Povo (JPP) abstiveram-se da votação. 

O Plano e Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração da Região Autónoma da Madeira (PIDDAR), com uma verba de 764 milhões de euros (ME), foi também aprovado pela Assembleia. 

Segundo Rubina Leal, deputada da maioria social-democrata, “o orçamento da Região para 2022 é um orçamento que investe e aposta nas políticas sociais”, acrescentando que no documento “as respostas sociais são reforçadas e há medidas que fortalecem a proteção social, sobretudo daqueles que se encontram numa faixa etária mais avançada e que estão muitas vezes, numa situação de maior fragilidade”, revelou em declarações à agência Lusa. 

O Orçamento Regional inclui um apoio de 500 mil euros para ajudantes domiciliárias, uma dotação de 7,5 ME na continuidade da ação social, através da Rede de Cuidados Continuados, e outra, de 15 ME, para o alargamento da Rede de Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas. 

Rogério Gouveia, Secretário Regional das Finanças no Governo Regional da Madeira, explicou que serão investidos 725,9 ME nos serviços gerais das administrações públicas, 462 ME nos assuntos económicos, 381,9 ME na educação, 328 ME na saúde, 111,8 ME na habitação e infraestruturas coletivas. 

De acordo com a mesma fonte, e em declarações ao Jornal Económico,  o novo Plano descarta a possibilidade de um novo confinamento. “O Orçamento foi construído no cenário moderadamente otimista. Um orçamento é um exercício de previsão de receitas e despesa, não é um exercício de adivinhação, portanto nós não consideramos o retomar a qualquer espécie de confinamento, nem a possibilidade de a economia ter de parar novamente”, concluiu Rogério Gouveia. 

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