Pedro do Carmo, deputado do Partido Socialista, considera que o Orçamento do Estado (OE) desenvolvido pelo Executivo liderado por António Costa “tem em conta as características inflacionistas que se fazem sentir”, acrescentando que o documento vai dar um “forte impulso à nossa economia com investimento e uma melhoria significativa nos rendimentos das pessoas”, com a “alteração ao rendimento dos pensionistas, o reforço das políticas de apoio às famílias e nisso é um Orçamento marcadamente solidário”, disse em declarações aos jornal A Planície.
Segundo a mesma fonte, no novo orçamento, “em termos de investimento, nada poderá ficar para trás, porque está preparado para alavancar todos os investimentos previstos no Plano de Recuperação e Resiliência ao nível dos quadros financeiros anuais”, ou seja, “está preparado para dar resposta aos investimentos necessários”, mas não contempla, de acordo com o deputado, “os efeitos da guerra”, esclareceu.
No entanto, o PSD tem outra visão já que, na perspetiva de Rui Rio, líder do PSD considera que o documento, além de quebrar as promessas feitas durante a campanha eleitoral, não estimula o crescimento económico. Já o PCP aponta o facto do documento não incluir medidas de combate à inflação, de protecção dos rendimentos das famílias e atenuação das desigualdades e injustiças sociais.
Segundo Jerónimo de Sousa, “este Governo está a determinar, com esta proposta de Orçamento, a perda generalizada de poder de compra, a degradação das condições de vida dos trabalhadores e do povo e uma nova contração do mercado interno – que se acrescenta aos impactos da epidemia e imporá ainda mais dificuldades a milhares de MPME, pequenos agricultores e pescadores”, criticou o secretário-geral comunista.
No ramo da saúde, a falta de reforço dos serviços públicos foi apontada como uma das falhas do Orçamento de Estado para 2022, que não inclui qualquer medida neste âmbito, mas a ministra da Saúde, Marta Temido referiu que apesar de não haver qualquer medida no documento, haverá um investimento de 700 milhões de euros na saúde, valor que não chega para cobrir a dívida do Serviço Nacional de Saúde.
