O ÍCONE DA CULTURA DE GUIMARÃES REGRESSA COMO ESCOLA
O Teatro Jordão e a Garagem Avenida reabriram como Escola de Artes Visuais, Artes Performativas e Música.
Maria João Silva
Texto
14 de Fevereiro 2022, 15:00
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O Teatro Jordão e a Garagem da Avenida, espaços culturais que até agora tinham estado encerrados para reabilitação, reabriram este sábado (12/02) e vão receber os cursos de Artes Visuais e Artes Performativas da Universidade do Minho, assim como a escola do Conservatório de Guimarães. 

Segundo Rui Vieira de Castro, reitor da Universidade do Minho, a reabilitação das infraestruturas permitirá prestar serviços de grande relevância, acrescentando que a Universidade do Minho vai sempre colaborar com o Município que permitam consolidar Guimarães como Cidade Universitária e como pólo de desenvolvimento de ciência e conhecimento. “Em cima da mesa está o alargamento da oferta educativa da UMinho em Guimarães, de projetos relevantes no âmbito da transição económica e digital, projetos que fazem desta colaboração uma história relevante que oferece um presente de orgulho e um futuro promissor”, afirmou. 

O presidente da Câmara de Guimarães, Domingos Bragança, referiu que a reabertura dos espaços culturais é um marco da cultura vimaranense e que aquele foi “um dia importante para uma cidade que tem sabido, de uma forma consistente, trilhar um longo caminho de desenvolvimento sustentado, de forma integrada e sistémica. Uma cidade que não se deixou cristalizar nas memórias longínquas da sua história, antes as transformou em futuro”. “Não há muito tempo, na evocação da memória de Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura, tive a oportunidade de dizer que, nesse dia, não estávamos a evocar passado, mas antes a desenhar e preparar futuro. O futuro que sonhamos em 2012, vê hoje concretizado um projeto absolutamente essencial para a consolidação de Guimarães como cidade produtora e promotora das Artes e da Cultura”, frisou. Para Domingos Bragança, estes são tempos entusiasmantes, que se desenham perante “a magnitude desta reabilitação, que deixará todos os Vimaranenses orgulhosos”. 

Já  António Cunha, presidente da CCDR-N afirmou que “este é um projeto notável, multidimensional, de educação e investigação, que vem permitir interseções entre arte e tecnologia”, frisou, acrescentando que o projeto “é um excelente exemplo da boa aplicação de fundos comunitários que possibilitará um abrir de portas para o que virá a seguir na zona da Caldeiroa”. Além disso, o líder da CCDR-N defendeu que a reabilitação do Teatro Jordão e a Garagem da Avenida representa a perseverança essencial aos grandes projetos que permitem novas ousadias, e a centralidade da criatividade, enquanto um reduto do ser humano, e que é essencial para o desenvolvimento dos indivíduos e das sociedades. “Esta casa tem que ser uma casa de encontros. Um espaço e uma dinâmica ao serviço dos cidadãos”, concluiu. 

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