Os trabalhos de conservação do Mosteiro da Batalha, nomeadamente a limpeza, tratamento e conservação das fachadas interiores dos claustros de D. João I e D. Afonso V, vão arrancar este mês e deverão custar cerca de 600 mil euros, financiados em 85 por cento através do PRR.
Segundo Joaquim Ruivo, diretor do monumento, o objetivo é impedir as infiltrações, tratar “os sais que deterioram com alguma facilidade o calcário”, e “sobretudo travar a proliferação de líquenes e musgos que, sobretudo nas decorações manuelinas das arcadas do Claustro Real mais expostas aos ventos e chuvas de norte/nordoeste, está a ser bastante agressiva,” explicou à Lusa.
Em dezembro, terminaram as obras de construção de uma nova portaria de acesso ao mosteiro, que “passará a fazer-se diretamente no Claustro Real”, de instalação de uma nova loja e a construção de uma nova portaria de acesso às Capelas Imperfeitas.
Ao longo deste ano estão previstas mais obras de conservação, comparticipadas pelo PRR, mas de acordo com Joaquim Ruivo “um dos problemas que se antevê na dificuldade de gerir as intervenções futuras, curiosamente, não será a falta de recursos financeiros, mas antes a falta de empresas com mão-de-obra qualificada que possam corresponder a todos os concursos que irão ser lançados no âmbito da conservação e requalificação do património edificado”, afirmou.
