O Município da Guarda, em parceria com a Cooperativa Agropecuária do Concelho da Guarda – AgroGuarda, vai criar um Centro Operacional Agrícola para garantir o escoamento de produtos locais.
A medida, que foi acordada entre as duas entidades, e tem como objetivo “promover a valorização dos produtos endógenos da região”, vai ocupar um imóvel localizado na Plataforma Logística, cedido pela autarquia, com uma área total de 1.323 metros quadrados.
Segundo Sérgio Costa, presidente da Câmara Municipal, o novo Centro Operacional Agrícola da Guarda pretende valorizar e promover os produtos endógenos “de uma região muitas vezes esquecida no mapa agrícola nacional”, acrescentando que o espaço “é para todos os produtos e para todos os produtores. E cabe a partir de agora à AgroGuarda a dinamização do espaço, na salvaguarda da comercialização e da armazenagem, sempre com todos os produtos e com todos os agricultores do nosso concelho, porque este Centro Operacional Agrícola da Guarda será a casa de todos os agricultores do nosso concelho”, afirmou em declarações citadas pela Lusa.
“A Guarda precisa que os seus produtos sejam reconhecidos, pela sua origem, porque têm qualidade de excelência. A marca Guarda tem futuro porque está inserida num território que tem conseguido manter as suas características de biodiversidade únicas intactas”, defendeu.
Já Jorge Godinho, presidente do Conselho de Administração da cooperativa AgroGuarda, refere que com a iniciativa, o município “dá um passo em frente” no setor agrícola e agroalimentar, já que o setor do mirtilo, que tem um nível de exportação elevado, pode vir a ser um exemplo para outros produtos.
“Se nós conseguirmos fazer com que os restaurantes, por exemplo, comecem a utilizar os produtos endógenos do nosso agricultor, nós podemos garantir ao cliente que vai ao restaurante, que vai comer um produto bom e um produto da região”, exemplificou.
O projeto, que “terá um espaço de frio para armazenagem e um pequeno espaço de comércio”, começa a funcionar este mês em coordenação com a campanha de produção de mirtilo, com oito produtores locais, algo que poderá fazer com que o setor consiga “exportar muito próximo das 150 toneladas” deste fruto.
