A Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS) anunciou ontem (25.10) a realização de greves por parte dos trabalhadores do Metro de Lisboa. “Esta nova etapa da nossa luta começa amanhã [26/10] e é composta, para já, por: greves parciais dias 26, 28 outubro e 2 de novembro; greve de 24 horas no dia 4 de novembro; e greve ao tempo extraordinário com início em 1 de novembro por dez dias renováveis”, informou a Comissão Intersindical do Metropolitano de Lisboa, através de um comunicado lançado pela FECTRANS.
As primeiras duas greves parciais estão agendadas para terça e quinta-feira desta semana, entre as 5h e as 9h30 horas, estando previsto que o metro “inicie o serviço de transporte, nesses dias, a partir das 10h15 horas”.
De acordo com a organização “tudo fizemos para evitar este conflito mas, em bom rigor, estamos uma vez mais a preparar o processo reivindicativo para 2022 e continuamos sem conseguir chegar a bom porto no processo deste ano”, pode ler-se no comunicado.
A Comissão Intersindical do Metropolitano de Lisboa afirma que a paralisação é “contra o congelamento salarial; pela aplicação de todas os compromissos assumidos pelo ministro do Ambiente e Ação Climática, onde se inclui a prorrogação do AE; pelo direito ao transporte e pela reposição imediata de todos os efetivos, cujas promessas até hoje na sua maioria não passaram do papel”.
“Motivos não nos faltam, o importante agora é a união de todos e a construção de uma grande luta, pela dignidade dos trabalhadores, em defesa dos nossos postos de trabalho e do Metropolitano de Lisboa”, concluiu a Comissão Intersindical.
