Melgaço anunciou, em comunicado, que Altena (Alemanha), Dirija (Croácia), Nyirbator (Hungria), Aluksne (Letónia), Isernia (Itália), Manresa (Espanha) e Igoumenitsa (Grécia) fazem parte do conjunto de regiões que querem “alterar o acesso e a distribuição dos fundos comunitários”, defendendo uma distribuição mais igualitária dos fundos provenientes da União Europeia (UE).
“Estas regiões europeias, lideradas em Portugal por Melgaço, desafiam municípios, autoridades regionais, representantes de instituições públicas e governos a unirem-se com intuito de apoiarem as cidades classificadas como pequenas e médias na sua luta pelo desenvolvimento urbano e por um futuro sustentável”, pode ler-se no comunicado divulgado pela autarquia.
Segundo o Município, o movimento que conta com o apoio de Ana Abrunhosa, ministra da Coesão Territorial, é o resultado de “uma declaração assinada por todos os presidentes de câmara onde reclamam que o desenvolvimento urbano europeu tem de ser inclusivo nos contextos sociais, económicos e ambientais contrastantes que caracterizam a diversidade dentro e entre Estados-membros europeus”, alertando ainda “para a necessidade da aposta em medidas que respondam ao declínio de longo prazo dos centros urbanos do interior”, uma vez que “a contração urbana é um fenómeno cada vez mais notório em todos os países europeus”, referiu.
Na declaração, as autarquias intervenientes informam que “a maioria dos aglomerados urbanos na Europa tem menos de 50 mil habitantes, mas recebe uma atenção muito reduzida por parte dos instrumentos de políticas estruturais”, realçando assim a necessidade das entidades europeias responderem “de modo mais focado aos problemas das cidades classificadas como pequenas e médias, sendo que essa resposta pressupõe o reconhecimento de que estas tendem a necessitar de pessoal, finanças e perícia necessária para aceder a projetos europeus”, lê-se no comunicado.
De acordo com a Câmara Municipal de Melgaço, “A nossa meta é abrir a rede de cidades Re-GrowCity a muitas outras pequenas cidades que experimentam a contração e declínio urbano de longa duração, promovendo a partilha de boas-práticas, de modo a promover a capacidade e oferecer suporte mútuo na angariação de recursos para atacar o declínio”, conclui.
