MEDICAMENTO DA UMINHO PASSA NO PRIMEIRO ENSAIO EM HUMANOS
A Universidade do Minho terminou com sucesso o primeiro ensaio clínico, em humanos, do novo medicamento para a artrite reumatoide.
Redação
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27 de Outubro 2021, 18:00
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Em parceria com as empresas BlueClinical e Bluepharma, a Universidade do Minho criou um medicamento para o tratamento da artrite reumatoide, através da libertação controlada da substância ativa nas articulações inflamadas, permitindo assim que a atual terapia de uma injeção semanal de metotrexato passe a mensal e com menos efeitos secundários. 

Para produzir o novo medicamento, os investigadores da Universidade do Minho (UMinho) encapsularam o metotrexato num lipossoma (nanopartícula de gordura) que tem uma molécula sinalizadora à sua superfície para direcionar a libertação da substância ativa nos locais de inflamação, ou seja, as articulações afetadas pela artrite reumatoide. 

Segundo Eugénia Nogueira, investigadora corresponsável pela tecnologia e diretora-geral da Solfarcos, o medicamento “atua especificamente nas células doentes e as caraterísticas dos lipossomas aumentam o tempo em circulação do metotrexato, exigindo assim uma dose muito mais baixa para se produzir um efeito similar ao do medicamento que está no mercado e, por isso, gerando menos efeitos secundários”, revela. 

A equipa da UMinho acredita que a sua inovação “pode ter um grande impacto” nas diretrizes de tratamento da doença e nos custos associados suportados pelos sistemas de saúde. “A nossa ambição é que seja a opção de primeira linha na artrite reumatoide, porque aumenta o tempo de uso do metotrexato, que sabemos ser tão eficaz, mas apenas num período limitado devido aos efeitos adversos que se tornam intoleráveis em doentes crónicos”, acrescenta Artur Cavaco-Paulo, diretor científico da Solfarcos e professor da Escola de Engenharia da Universidade do Minho. 

  

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