duardo Jesus, secretário regional do Turismo e Cultura da Madeira, revelou que o património da Câmara do Funchal é um “verdadeiro exemplo de uma memória global ou do mundo”, pode ler-se na nota de imprensa enviada à Lusa.
A candidatura da região ao programa Registo da Memória do Mundo inclui 77 volumes e mais de 10 mil fólios manuscritos, datados entre 1470 e 1835, que testemunham a ação deliberativa da Câmara do Funchal.
Para o governante, as obras são “um conjunto documental que ilustra processos históricos originais, novas instituições e desafios enfrentados pela primeira vez na Madeira durante os séculos XV e XVI, refletindo a importância do arquipélago e do Funchal, em particular nesta viragem para a modernidade”, acrescentando que “é um privilégio para a Madeira ser detentora de um património documental tão valioso e importante”, refere.
A candidatura à UNESCO foi formalizada pela Secretaria Regional de Turismo e Cultura da Madeira, e contou com a colaboração de três investigadores e docentes universitários, Francisco Bethencourt, professor da cátedra Charles Boxer de História no King`s College (Londres), Jason W. Moore, professor de Sociologia na Universidade de Binghamton (Nova Iorque), e Paulo Miguel Rodrigues, professor de História da Universidade da Madeira, que se disponibilizaram para apoiar a defesa da importância deste património documental junto da entidade internacional.
De acordo com a candidatura, os documentos enviados à UNESCO são um marco da expansão portuguesa, uma vez que “a descoberta do Porto Santo e da Madeira, há pouco mais de seis séculos, abriu caminho para muitas outras descobertas e para o conhecimento do planeta como hoje o conhecemos”, explica.
Na mesma nota de imprensa, o secretário regional do Turismo e Cultura da Madeira realça que “esta série, que se distingue pela sua longevidade e pelo seu valor informativo, é ainda um dos principais testemunhos da história do arquipélago desde o século XV”, conclui.
