Jerónimo de Sousa, quando sobre a possibilidade de ser contactado pelo secretário-geral socialista na noite de domingo, mencionou que a Coligação Democrática Unitária (CDU) estaria disponível para falar com António Costa, caso o candidato vença as eleições. “Da nossa parte, se o PS entender, voltaria a sentar-se aí”, respondeu, apontando a mesma mesa onde, em 2015, o PCP e o PS deram os primeiros passos para a criação da “geringonça”.
No entanto, o líder comunista levanta questões sobre a abertura do Partido Socialista perante a possibilidade de concretização de um novo acordo. “E o PS alinha numa coisa dessas? É uma pergunta a que só o próprio PS pode responder”, disse.
Segundo a mesma fonte, o PCP não está para fazer “exigências de participações” no Governo, mas esclarece que uma solução pós-eleições voltaria a passar por entendimentos ao nível parlamentar. “O PS conta aqui, mas não pode querer sol na eira e chuva no nabal (…). Para mim é uma incógnita, o PS muitas vezes parece fazer uma coisa e depois diz outra, tem um grau muito grande de indefinição. Digo isto com um misto de preocupação, mas também de confiança”, sustentou Jerónimo de Sousa em declarações à Lusa.
Vale a pena relembrar que, nas legislativas de 2019, a Coligação Democrática Unitária (CDU) – que integra o PCP, o PEV e a associação Intervenção Democrática – elegeu 12 deputados (10 do PCP e dois do PEV) e obteve 6,33% dos votos, ou seja, 332.473 votos (de um total de 5.251.064 votantes), menos 113.507 do que em 2015, de acordo com o Ministério da Administração Interna.
