O distrito da Guarda é composto por 14 municípios e conta com 145 869 eleitores. No próximo dia 30 de janeiro, o distrito do centro vai eleger três deputados para a Assembleia da República.
Em 2019, o Partido Socialista (PS) venceu com 37,55% dos votos, contra os 34,37% do Partido Social Democrata (PSD), o que resultou em dois deputados para os Socialistas e apenas um para os Sociais Democratas.
Tal como em 2019, o PS repete a cabeça-de-lista, com Ana Mendes Godinho, Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, a tentar repetir o bom resultado alcançado no último ato eleitoral. Por sua vez, o PSD mudou a estratégia e apresenta Gustavo Duarte (64 anos), ex-Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa.
Partido Socialista (PS)
Ana Mendes Godinho é a cabeça de lista do Partido Socialista no círculo eleitoral da Guarda. Em 2019, a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social conseguiu uma vitória para os socialistas, reunindo 37,55% das intenções de voto, o que valeu dois deputados para o PS. Desta feita, Ana Mendes Godinho, jurista de 49 anos, terá um adversário diferente, mas tentará repetir o resultado conseguido em 2019.
Para lá do cargo de ministra, Ana Mendes Godinho foi Secretária de Estado do Turismo de 2015 a 2019, tendo exercido diversos cargos relacionados com o setor, como por exemplo o de vice-presidente do Turismo de Portugal.
Partido Social Democrata (PSD)
Gustavo Duarte, engenheiro civil de 64 anos, é o cabeça de lista do Partido Social Democrata (PSD) no círculo eleitoral da Guarda. O ex-autarca de Vila Nova de Foz Côa substitui Carlos Peixoto e tentará inverter a tendência e roubar um deputado aos socialistas.
Entre as medidas apresentadas aos eleitores, destaque para a “construção da segunda fase do Hospital da Guarda” ou para a reivindicação das “obras de requalificação para os Centros de Saúde que integram a ULS/Guarda”. Gustavo Duarte defende ainda a implementação de “políticas de contratação e fixação de médicos, enfermeiros e técnicos nas unidades de saúde do distrito”.
Bloco de Esquerda (BE)
Pedro Cardoso, trabalhador independente de 41 anos, é o cabeça de lista do Bloco de Esquerda (BE) pelo círculo eleitoral da Guarda.
O candidato do BE elege o reforço do “investimento na saúde, na educação e na cultura” como prioridade porque, no seu entender, “são áreas fundamentais para atrair e fixar pessoas no interior e vamos trabalhar para que mais investimento público seja canalizado para o distrito”, atirou em declarações ao jornal ‘O INTERIOR’.
Em 2019, o BE foi a terceira força política mais votada, obtendo 7,81% dos votos. Os bloquistas não estiveram longe de eleger um deputado, mas acabaram por não o conseguir.
CDS/PP
João Amaral, empresário de 61 anos, é o candidato do CSD/PP ao círculo eleitoral da Guarda. A escolha não foi pacífica, mas Francisco Rodrigues dos Santos optou pelo Presidente da Associação de Artesãos da Serra da Estrela contra a decisão da distrital do partido.
Recentemente, João Amaral elegeu como um dos seus principais objetivos “encurtar a distância entre o distrito e o Terreiro do Paço. Quando o valor a pagar para ir a Lisboa é substancialmente mais caro do que ir a Madrid, isso quer dizer que é mais barato encontrar soluções de vida no país vizinho do que no nosso próprio território”.
Em 2019, o CSD/PP obteve 4,99% dos votos, não tendo, porém, conseguido eleger qualquer deputado.
Coligação Democrática Unitária PCP-PEV (CDU)
André Santos
André Santos é o cabeça de lista da CDU no círculo eleitoral da Guarda. Em 2019, o arqueólogo de 45 anos conseguiu 2,99% dos votos, sendo apenas a quinta força política mais votada.
Em entrevista ao jornal ‘O INTERIOR’, André Santos elege como prioridades “o apoio à agricultura familiar”, a implementação de “uma política de mobilidade consequente e acessível a todos, acabando-se com as portagens nas SCUT” e “o reforço dos serviços públicos, com particular destaque para o SNS e a educação”.
CHEGA
José Marques, empresário de 46 anos, é o cabeça de lista do Chega no círculo eleitoral da Guarda. O partido de André Ventura repete, desta forma, o candidato apresentado nas últimas eleições legislativas, em que obteve 1,48% dos votos.
Numa ação de campanha com a presença de André Ventura, José Marques salientou que a Guarda é “o distrito com menos população, atrás de nós apenas está Bragança e Portalegre. A Guarda conta com apenas 146 mil pessoas, somos um distrito onde há 66 mil idosos e apenas 27 mil jovens, e onde se morre mais do que se nasce”.
José Marques referiu ainda que o CHEGA quer “pôr fim à lista de espera de três e quatro anos de algumas consultas, acabar com esta dança das ambulâncias, que vêm à Guarda e não são mais do que uma placa giratória para enviar os nossos doentes para Viseu, Coimbra ou para a Covilhã”.
PAN
Beatriz Ferraz, de 26 anos, é a cabeça de lista do PAN no círculo eleitoral da Guarda.
A candidata do PAN é licenciada em Educação Social, trabalha como técnica superior numa estrutura residencial para pessoas idosas e é bombeira voluntária.
Em 2019, o PAN foi a sexta força política mais votada, obtendo 1,6% dos votos (1.135 votantes).
Iniciativa Liberal (IL)
Ângelo dos Santos, assistente administrativo de 26 anos, é o candidato da Iniciativa Liberal (IL) ao círculo eleitoral da Guarda.
Em entrevista ao jornal ‘O INTERIOR’, Ângelo dos Santos defende que é essencial “começar por baixar impostos sobre os rendimentos e empresas para atrair mais investimento e aumentar já os salários líquidos. Propomos também uma descentralização, um Estado de menores dimensões, mas mais eficiente e ágil na execução das tarefas necessárias. A reestruturação do SNS, descentralizado e participado, que se articule com os setores privado e social, sem filas de espera e com igual tratamento para todos, é outra das propostas essenciais”.
Em 2019, a Iniciativa Liberal foi apenas a oitava força política mais votada na Guarda, reunindo 0,6% dos votos (461 votantes).
LIVRE
Margarida Bento, enfermeira especialista de 58 anos, é a cabeça de lista do LIVRE pelo círculo eleitoral da Guarda.
Em 2019, o LIVRE foi apenas a 11.ª força política mais votada, obtendo 0,49% dos votos (373 votantes).
