Bragança é o círculo eleitoral mais longe de São Bento. No total, são cerca de 500kms e cinco horas de caminho que separam Lisboa do distrito do interior mais a norte do país. Os 137 581 eleitores bragantinos só escolhem três deputados, por isso, as forças políticas mais pequenas dificilmente conseguem ganhar assentos neste círculo. No entanto, a luta entre os dois grandes ainda está em aberto.
Em 2019, ganhou o PS com 36,65%, mas a distância foi curta para os 27,90% do PSD. Também nas autárquicas os socialistas levaram a melhor com 41,07 %, contra 27,52% do PSD, e destaque para a prestação do CDS-PP que ficou muito próximo do “primo”, com 20,12%.
Partido Socialista (PS)
É natural de Mirandela, e licenciado em Engenharia Química pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (1985) e doutorado na área de Mecânica de Fluidos pela mesma Universidade (1998).
Foi Presidente do Instituto Politécnico de Bragança de 2006 a julho de 2018. De 2009 a 2013 assumiu, também, as funções de Presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP). De fevereiro de 2009 a outubro de 2018 é membro da Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES).
Atualmente, é secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e Professor Coordenador do Instituto Politécnico de Bragança.
Partido Social-Democrata (PSD/CDS-PP/PPM)
Nasceu em 1957 e é professor. Tem uma licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas – Estudos Portugueses e Franceses.
Já assumiu os cargos de diretor do Centro de Reabilitação Profissional de Macedo de Cavaleiros, presidente da Assembleia Municipal-Macedo de Cavaleiros, e secretário de Estado Adjunto do Ministro do Saúde.
É deputado pelo PSD e pertence às seguintes comissões parlamentares: Transparência e Estatuto dos Deputados; Defesa Nacional; Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas.
Bloco de Esquerda (BE)
André Xavier
Tem apenas 19 anos e é natural da aldeia de Palaçoulo, em Miranda do Douro. Está no segundo ano do curso de Gestão de Negócios Internacionais, no Instituto Politécnico de Bragança.
Coligação Democrática Unitária PCP-PEV (CDU)
Joana Monteiro
Tem 31 anos e é enfermeira.
É membro do Núcleo de Bragança do MDM – Movimento Democrático de Mulheres e da Direção da Organização Regional de Bragança do PCP.
Partido Animais e Natureza (PAN)
Nasceu em Castro de Avelãs, no concelho de Bragança, a cidade onde concluiu a sua formação. Tem o Bacharelato em Gestão de Recursos Florestais e uma licenciatura em Engenharia Florestal pelo Instituto Politécnico de Bragança.
É empresário na área de produção florestal, sendo atualmente sócio-gerente da empresa Projetos Natura Lda., e presidente da Associação Florestal Terras de Montanha.
Iniciativa Liberal (IL)
Teresa Aguiar
Tem 26 anos, e viveu em Bragança até aos 17 anos. É licenciada em Engenharia Mecânica e gestão de operações na área da energia.
Segundo a mesma, a sua missão seja é “trazer algumas ideias liberais porque têm tido alguma dificuldade em penetrar” em Trás-os-Montes. “Queremos passar a ideia da descentralização, de dar mais autonomia ao distrito e também na liberalização da questão fiscal” e “devolver vida a distrito e incentivar as empresas a fixarem-se aqui e desenvolver a atividade económica”, disse.
CHEGA (CH)
José Pires
É presidente da distrital do partido e antigo presidente da União de Freguesias de Sé, Santa Maria e Meixedo em Bragança.
Destacou como objetivo “superar as últimas legislativas”, nas quais o CHEGA teve “quase 600 votos”. “Mas o mínimo é ter uma maior votação que André Ventura teve para as presidenciais no distrito. O objetivo máximo é eleger um deputado, sabemos que é difícil, mas esse será o nosso maior propósito. Queremos consolidar e mantermo-nos, destacadamente, como a terceira força,” afirmou.
LIVRE (L)
Tem uma licenciatura em Comportamento Animal, Ecologia e Conservação pela universidade inglesa Anglia Ruskin, e em Gestão de Recursos Naturais pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Defende a aposta na saúde através da contratação de especialistas “como um profissional de cardiologia”, e do trabalho “com as pessoas em proximidade” para prevenção de doenças. “A título de exemplo, noutros países temos agentes comunitários de saúde, visitam as pessoas e ajudam a lidar com os problemas do dia-a-dia, muitas vezes podíamos desafogar os hospitais ao ter esse tipo de serviços básicos junto com as comunidades”, defende.
