O município de Cabeceiras de Basto candidatou o Jogo do Pau a Património Imaterial de Portugal. A candidatura foi entregue esta semana ao diretor-geral do Património Cultural, João Carlos dos Santos, pelo presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, e pela vereadora Carla Lousada.
A elaboração do documento contou com o apoio de fundos comunitários, através do NORTE 2020, como parte integrante do projeto PROVERE, da Comunidade Intermunicipal do Ave, e inclui um estudo científico do jogo tradicional.
Segundo a Associação Desportiva e Cultural do Jogo do Pau Português, este jogo trata-se de uma “arte de combate tradicionalmente portuguesa, de características inéditas a nível mundial” e que “teve a sua origem nas regiões nortenhas como terras de basto, Fafe e Guimarães”.
“Fruto de necessidade de defesa, o pau tornou-se companheiro indispensável de pastores, que viam nele uma arma fácil de arranjar, e o seu uso generalizou-se, sendo o seu manuseamento ensinado de geração em geração. São frequentes os relatos de varredelas nas feiras (combate de um ou dois jogadores contra um número superior), ou de feitos de grupos de jogadores contra as tropas napoleónicas, em livros de Camilo, Aquilino e Eduardo Noronha,” pode ler-se na página da entidade.
Hoje em dia, Cabeceiras de Basto mantem duas escolas em atividade para lecionar esta prática tradicional.
Foto: Câmara Municipal de Fafe
