Os investigadores portugueses do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear (IPFN) receberam um financiamento de 175 mil euros da Agência Espacial Europeia (ESA) para desenvolverem, nos próximos 18 meses, um protótipo de reator capaz de extrair oxigénio a partir da atmosfera de Marte.
“Produzir oxigênio em Marte para sustento da vida humana e para combustíveis é um passo importante para a exploração espacial. Há uma abundância de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera marciana, que pode ser convertido em oxigênio (O2) e monóxido de carbono (CO)”, pode ler-se no comunicado do IPFN.
“O conhecimento adquirido (…) também poderá tornar a vida na Terra mais produtiva, limpa e sustentável. Contribuirá para melhorar as tecnologias de utilização de CO2 na Terra, promovendo a transição para energias renováveis”, concluem.
O projeto, conhecido como Performer, está a ser desenvolvido em parceria com a Escola Politécnica de Paris e investigadores do Instituto Holandês para Investigação Fundamental em Energia.
