Esta quarta-feira (16/02), Pedro Santana Lopes, presidente da Câmara da Figueira da Foz, partilhou a sua indignação pelo facto da Infraestruturas de Portugal (IP) não ter comunicado a assinatura do contrato que possibilita a reabilitação da Ponte Edgar Cardoso, localizada no concelho.
“É magnífico, assinam e publicam contratos de obras no concelho da Figueira da Foz sem dar informações, nem uma palavra, à autarquia”, criticou Pedro Santana Lopes, em sessão de Câmara, no período antes da ordem do dia.
Além disso, o autarca também criticou o facto da infraestrutura, com 1,4 quilómetros de extensão, ter que encerrar, durante um dia, uma faixa em cada sentido, acrescentando que o processo não se verifica noutras cidades do país, como Lisboa.
A Infraestruturas de Portugal (IP) esclareceu que durante o processo, sempre manteve a Câmara Municipal da Figueira da Foz informada sobre a reabilitação da Ponte Edgar Cardoso, que atravessa o rio Mondego, cujo contrato foi assinado por 16,5 milhões de euros. “A IP tem mantido contacto e reunido regularmente com a Câmara da Figueira da Foz, prestando todas as informações relativas às diferentes fases da intervenção, desde a elaboração do projeto (em 2020), ao lançamento do concurso para a execução da obra e à adjudicação da empreitada, que ocorreu em novembro de 2021”, pode ler-se no comunicado divulgado pela entidade.
A mesma fonte, mencionou ainda que “no final de 2021 decorreu uma reunião onde foi apresentado o Plano de Condicionamentos de Trânsito à autarquia e representantes de várias entidades interessadas (Proteção Civil, GNR, Bombeiros, Hospital Distrital, Porto da Figueira, Marinha e representantes de empresas, escolas, entre outros)”, tendo acrescentado que as restrições à circulação criticadas por Santana Lopes são “imprescindíveis para permitir a boa execução da obra e garantir a segurança dos trabalhadores e dos automobilistas”, referiu.
Segundo a IP, durante o processo de reabilitação pode ainda ser “necessário proceder ao corte total do tráfego rodoviário e unicamente durante o período noturno”, mas que é “sempre garantida a passagem de veículos de emergência”, afirmando que, apesar de estar a liderar a empreitada, “mantém total disponibilidade para receber todos os contributos que visem a melhoria das soluções encontradas, que deem resposta aos interesses das diferentes entidades e permitam a concretização da intervenção de reabilitação” da infraestrutura.
A Ponte Edgar Cardoso abriu ao trânsito em 1982 e foi a primeira ponte rodoviária com o tabuleiro ‘atirantado’ realizada em Portugal.
Fotografia: Nuno Mourão
