No passado dia 5 de janeiro, foi publicada em Diário da República, a portaria 18/2022, documento que aprova os programas regionais de ordenamento florestal de Lisboa e Vale do Tejo, Algarve, Alentejo, Centro Interior, Centro Litoral, Trás-os-Montes e Alto Douro e Entre Douro e Minho.
Segundo a Quercus, o documento visa “aumentar a área de eucalipto por concelho, num processo regulamentar pouco transparente, associado ao fim da legislatura”, pelo que “deve ser revogada pelo próximo Governo”, defende a associação em comunicado, acrescentando que, no mesmo projeto, “não surge sequer uma proposta de diminuição em nenhum concelho onde os eucaliptais devem ser reconvertidos em outros usos do solo, como a plantação de folhosas autóctones, nomeadamente carvalhos, sobreiro, freixo, medronheiro, ou outras espécies”.
A mesma fonte informa que a Quercus, juntamente com outras associações, já havia alertado para a proposta de diploma que previa aumentar a área de eucalipto em 125 concelhos, no limite até 36.701 hectares. “O aumento potencial de eucalipto em alguns concelhos do litoral devia considerar a capacidade instalada de povoamentos existentes, o que não aconteceu, contribuindo para o aumento das monoculturas de eucalipto e do risco de incêndio rural”, pode ler-se na plataforma digital da associação.
A entidade acusa o Governo de ceder à pressão da indústria da celulose, realçando ainda que o Partido Social Democrata (PSD) teve no processo, ao querer alterar a lei para aumentar a área de eucaliptal em Portugal.
