FURTOS PROVOCAM DESPEDIMENTOS NA CÂMARA DE CAMINHA
A Câmara Municipal de Caminha despediu três trabalhadores por “terem manipulado o ficheiro de processamento de salários”.
Maria João Silva
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22 de Abril 2022, 16:30
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Os três trabalhadores da secção de pessoal, que estavam suspensos desde outubro, foram despedidos , por “terem manipulado o ficheiro de processamento de salários, apropriando-se ilegitimamente de valores pecuniários que não lhes eram devidos”, explicou o Município. 

Segundo a nota da autarquia citada pelo jornal O MINHO, ao despedimento junta-se agora a “devolução, a favor do município, das quantias de que os três trabalhadores indevidamente se apropriaram e que se apuraram, em sede disciplinar, serem, no mínimo, de um total de 74.681,08 euros”, esclareceu, acrescentando que 28.539,72 euros serão restituídos por um trabalhador, 25.484,32 euros por outro e 20.657.04 euros por um terceiro. 

Vale a pena relembrar que, em novembro de 2021, a Câmara Municipal de Caminha apresentou queixa “pela possível prática dos crimes de furto, burla informática, falsificação de documento e associação criminosa”, acrescentando que após a avaliação conjunta da autarquia e da Medidata, empresa proprietária do sistema de processamento de vencimentos, foram “detetadas anomalias semelhantes, de valores diferenciados, que apontam para a possibilidade de três trabalhadores da Câmara Municipal de Caminha estarem a receber, todos os meses – pelo menos desde setembro de 2019 – transferências mensais de dinheiro da autarquia de montantes muito superiores ao salário realmente devido”, esclareceu. 

De acordo com a nota enviada pela autarquia, “no mês de setembro os funcionários terão recebido valores de vencimento indevido de 3.500 euros cada um, no mês de outubro o valor do vencimento indevido foi na ordem dos 1.500 euros para cada um”, concluiu. 

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