Jorge Gaspar, da AIP Consulting, abriu o debate ao mencionar que os Fundos Europeus devem ser vistos como ferramentas essenciais para alavancar projetos a nível nacional, mas não como um mero “aproveitamento” ao nível financeiro, destacando que os projetos não devem ser feitos “à medida do envelope financeiro disponível”, mas aproveitar os Fundos que se enquadram no projeto quando este já tem um propósito bem definido.
Já Jorge Silva, presidente da Associação Comercial do Distrito de Aveiro, relembrou que os pequenos empresários, quando solicitam o apoio de Fundos Europeus, deixam muitas vezes cair projetos e iniciativas porque estes se tornam “extremamente burocráticos e exigentes”, defendendo ser necessário facilitar o processo de acesso a estes apoios, processo também defendido por Rita Baptista, do Citizens Projects.
João Silva, Diretor de Operações da YoungNetwork Group, iniciou a sua intervenção a destacar o facto de muitas empresas terem crescido através dos Fundos Europeus, garantindo assim a evolução do setor empresarial nacional. Opinião corroborada com a perspetiva do advogado Diogo Pinto Couto que defende ser necessário reforçar o espírito empreendedor e o conhecimento de gestão das verbas.
No que diz respeito à gestão dos Fundos Europeus, Jorge Gaspar destacou o impacte da globalização e da digitalização veio alterar o setor empresarial, mas também levantar algumas questões e definir exigências ao nível das competências e da adaptação às necessidades do mercado. Na visão do interveniente, é necessário valorizar as competências dos empresários e dos trabalhadores, tal como se valoriza a formação formal.
Em resposta, o presidente da Associação Comercial do Distrito de Aveiro, afirma que existe apenas uma empresa – na área do comércio – com mais de 250 trabalhadores, dominando, tal como no restante território nacional, as micro e pequenas empresas. Além disso, segundo Jorge Silva, há uma prevalência de empresários mal preparados que, consequentemente, não conseguem desenvolver os seus negócios.
Diogo Pinto Couto, advogado, refere, por sua vez, que é necessário acompanhar as empresas no processo de acesso aos Fundos Europeus, facilitando assim o trabalho dos agentes económicos e garantir que as empresas “não desmotivam”, sendo também necessário que as empresas respondem a todos os requisitos para aceder a estes apoios, antes de iniciar o processo de candidatura e execução.
Sofia Terlica, ainda durante a sua intervenção na quarta conferência do EuroRegiãoTalks destacou que o Fundo Social Europeu tem um impacte notável na economia das regiões, proporcionando, em alguns países europeus uma evolução mais forte do que o Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), sublinhando assim a “importância da formação”, não devendo por isso ser ignorado pelas suas valências.
Pode acompanhar a quarta conferência do EuroRegião Talks através da transmissão online no canal do EuroRegião.
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