O ferry que cruza o rio Guadiana, e liga Vila Real de Santo António a Ayamonte, sofreu uma quebra de 80% no número de passageiros desde o início da pandemia. Segundo uma reportagem do Jornal do Algarve, a empresa de Transportes do Rio Guadiana, já enviou um dos barcos para Olhão, onde é agora utilizado para a prestação do serviço marítimo entre as ilhas.
De 15 em 15 dias, o barco “Campino” liga as duas margens do rio Guadiana, intercalando o serviço de ferry com a empresa espanhola de Ayamonte. Mas, o serviço de transporte fluvial, que vive do turismo, sofreu uma grande quebra na procura devido à pandemia e “se não fosse Olhão, o barco de Vila Real de Santo António já não existia,” contou Francisco Santos, um dos sócios-gerentes, ao Jornal do Algarve.
O serviço já tem horário reduzido devido à pouca afluência de pessoas para poupar nos custos associados ao funcionamento. “Para conseguirmos poupar, tem de ser no combustível e para isso temos de fazer menos viagens. E para fazermos menos viagens, temos de reduzir horários, não temos outra alternativa”, explica o proprietário.
Apesar da diminuição da procura, o ferry continua a ser um serviço essencial, uma vez que pode “haver algum acidente na ponte e tem de haver uma alternativa de passagem para o outro lado”, continua Francisco Santos.
Em 2020, o barco esteve parado durante oito meses, devido à pandemia, “sempre com dinheiro a sair e nada a entrar,” explica. Durante esse período, apoio do Estado “nem dava para o combustível” e graças à “recuperação muito lenta”, está a ser “muito difícil manter os postos de trabalho”.
