EURORREGIÃO GALIZA-NORTE QUER APOSTAR NO SETOR AEROESPACIAL
Durante uma conferência com vários líderes e políticos da região foram traçados caminhos para o futuro da maior fronteira da Europa, e uma das “mais pobres e envelhecidas”.
Redação
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14 de Janeiro 2022, 16:00
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No fórum “A cooperação para o desenvolvimento territorial com a Galiza”, que decorreu na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga, e foi promovido pelas federações de Braga e Viana do Castelo do Partido Socialista, no âmbito da campanha para as eleições autárquicas, vários especialistas da euroregião apontaram as medidas necessárias para reforçar o desenvolvimento do território transfronteiriço.

Nuno Almeida, presidente do Agrupamento de Cooperação Territorial Norte de Portugal – Galiza defendeu a aposta no sector aeroespacial, e a intensificação da cooperação na agricultura e na floresta, uma área com “grande potencial para explorar”, como investimentos chave para promover o crescimento económico, explicou durante o fórum no qual esteve presente o jornal Correio do Minho.

O representante da euroregião lembrou ainda a importância de aprovar o estatuto do trabalhador transfronteiriço cumprindo assim a decisão tomada na última Cimeira Ibérica.

Já Abel Caballero, alcaide de Vigo e presidente da Federação Espanhola de Municípios e Províncias, destacou a importância do comboio de alta velocidade, que aproximará o Norte de Portugal e a Galiza, criando um eixo atlântico como uma zona de “progresso”.

Portugal e Espanha partilham a fronteira mais extensa no mapa da União Europeia, com 1 297 quilómetros, no entanto, é uma das fronteiras “mais pobres e envelhecidas” do espaço europeu, lembrou Luís Braga da Cruz, ex-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-Norte), destacando a importância da criação de um “secretariado técnico permanente”, para que a cooperação transfronteiriça seja permanente e não aconteça apenas “uma vez por ano nas cimeiras entre os dois países”.

Também José Luís Carneiro, cabeça de lista do PS às eleições legislativas pelo círculo eleitoral de Braga, abordou a necessidade de “dar outra centralidade política ao tema da cooperação entre o Norte de Portugal e a Galiza, valorizando-se a fachada atlântica da União Europeia, com olhos postos na economia do mar”.

“Hoje temos projetos comuns”, e as fronteiras administrativas não anulam “a nossa cultura galaico-duriense [que] é uma identidade histórica com laços profundos,” declarou.

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