Nos dias 13 e 14 de junho, estudantes de Benavente, Maia, Aveiro, Sever do Vouga, Alcobaça, Santarém, Ferreira do Zêzere, Amadora e Silves vão reunir-se em Lisboa para debater entre si, diferentes temas ligados ao ambiente.
“Este projeto assenta em princípios e objectivos definidos nas Estratégias Nacionais de Educação Ambiental e de Educação para a Cidadania, visando a formação humanística dos alunos, trazendo-os para o espaço público e político. É, na verdade, mais do que um projecto educativo. É, sim, um compromisso para com os valores de responsabilidade individual e um compromisso colectivo para com o nosso Planeta”, declara o presidente da Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA), Joaquim Ramos Pinto, que coordena a iniciativa.
Hoje, dia 13 de junho, a comunidade estudantil vai, além de apresentar projetos centrados na criação de soluções para problemas ambientais, participar em diferentes atividades como a “Oficina de Educomunicação”, na qual vão ser exploradas ferramentas de estímulo à criatividade e capacidade de trabalhar em grupo para resolver problemas; oficina “Pensar Glocalmente”, uma oficina que alerta para a importância do papel activo que cada um pode desempenhar tendo em conta a aproximação e encontro de culturas e identidades locais. Por fim, a “Oficina Teatro e Política” explora a linguagem teatral enquanto ferramenta para dar voz às comunidades.
Além disso, o primeiro dia ficará também marcado pela redação de uma Carta de Corresponsabilização e Manifesto Político “A voz dos jovens como parte da solução” sobre aquelas que são as suas preocupações e ambições ambientais quanto ao país e ao Mundo.
Já no dia 14 de junho, começará com a entrega do documento e receção dos estudantes pelos deputados da Comissão de Educação e Ciência, na Assembleia da República. “Ouvir e integrar as opiniões dos jovens nos processos de decisão ao nível das políticas públicas de âmbito local, nacional e europeu é uma mais-valia que devemos acolher e não desvalorizar. Num momento em que o planeta Terra vive já a crédito ambiental, os jovens de hoje são a esperança num futuro e sociedades ambientalmente sustentáveis”, frisa o presidente da associação Joaquim Ramos Pinto.
A Conferência Nacional de Jovens realizar-se-á contando com presença na sessão de abertura de representantes das entidades oficiais: Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA); Instituto Superior de Agronomia (ISA), Agência Portuguesa do Ambiente (APA); Direcção Geral de Educação (DGE); Direcção Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGESTE) e Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).
