ENERGIA: CONSUMO DE GÁS SERÁ LIMITADO NA EUROPA
Ursula Von der Leyen já definiu estratégia para responder à chantagem de Putin.
Maria João Silva
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26 de Julho 2022, 16:00
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A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, revelou que a Europa já tem acordo relativo ao consumo de gás através do qual pretende dar resposta à “chantagem energética” de Vladimir Putin, Presidente russo.

“Hoje, a UE deu um passo decisivo para enfrentar a ameaça de uma rutura total do gás por Putin. Congratulo-me vivamente com a aprovação, pelo Conselho, do regulamento relativo a medidas coordenadas de redução do consumo de gás”, declarou a presidente do executivo comunitário, acrescentando que “o acordo político alcançado pelo Conselho em tempo recorde, com base na proposta da Comissão ‘Poupar gás para um Inverno seguro’ apresentada na semana passada, garantirá uma redução ordenada e coordenada do consumo de gás em toda a UE para preparar o próximo Inverno”.

Segundo a mesma fonte, esta medida “complementa todas as outras ações tomadas até à data no contexto do plano ‘RepowerEU’, nomeadamente para diversificar as fontes de abastecimento de gás, acelerar o desenvolvimento das energias renováveis e tornar-se mais eficiente em termos energéticos”, Von der Leyen reforçou que “o compromisso coletivo de reduzir [o consumo de gás] em 15% é muito significativo” e ajudará a garantir o armazenamento antes do inverno.

“Além disso, a possibilidade de declarar um estado de alerta da UE, desencadeando reduções obrigatórias do consumo de gás em todos os Estados-membros constitui um forte sinal de que a UE fará tudo o que for necessário para garantir a sua segurança de aprovisionamento e proteger os seus consumidores, sejam eles domésticos ou industriais”, destacou.

O acordo alcançado pelos ministros da Energia da União Europeia define como meta reduzir 15% do consumo de gás até à primavera, pelo receio de rutura no fornecimento russo, num “consenso esmagador” após novas exceções.

De acordo com o Conselho da iniciativa fazem agora parte “algumas isenções e possibilidades de solicitar uma derrogação ao objetivo obrigatório de redução, a fim de refletir as situações particulares dos Estados-membros e assegurar que as reduções de gás sejam eficazes para aumentar a segurança do aprovisionamento na UE”, pode ler-se nas declarações citadas pela Lusa.

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