EMPRESÁRIOS DE COIMBRA PEDEM “INTERVENÇÃO URGENTE”
O Conselho Empresarial da Região de Coimbra (CERC) reclama “intervenção urgente” para colmatar o preço dos combustíveis.
Maria João Silva
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14 de Junho 2022, 14:00
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O Conselho Empresarial da Região de Coimbra, que é constituído por 13 associações empresariais, está a solicitar que o Governo tome medidas “urgentes de apoio à economia empresarial”, referiu a entidade num comunicado publicado na rede social facebook.

“Face aos constantes aumentos dos preços dos combustíveis, as mais de 95% das empresas da região de Coimbra, constituídas por micro e pequenas empresas, não conseguem fazer repercutir os sucessivos aumentos de preços de combustíveis, nos preços finais dos seus produtos e serviços”, afirma o CERC no mesmo documento, acrescentando que “a carteira dos consumidores já não aguenta mais aumentos, e, como tal, estão as micro e pequenas empresas a ‘absorver’ muitos destes aumentos sucessivos, mas já atingiram o limite e, daqui para diante, vão começar a ‘rebentar’”.

Assim, a entidade afirma que “sem apoios, têm as empresas de fazer repercutir estes aumentos nos preços dos seus serviços e produtos, o problema está, no facto de a economia não aguentar mais aumentos de preços”, lê-se na mesma nota.

Na visão da CERC é essencial que o Governo liderado por António Costa tome ““medidas concretas e objetivas de apoio à economia, medidas de apoio direto às empresas que devem ter um impacto imediato, sendo por exemplo a redução da carga fiscal” para “aumentar a competitividade da nossa economia” e, dessa forma, “incentivar o consumo”.

“Sendo a região de Coimbra, um território, deficitário em redes de transportes e onde a falta de plataformas logísticas é uma realidade, grande parte das micro e pequenas empresas são obrigadas a ter uma frota de viaturas para garantirem assim grande parte das suas transações comerciais, logo são todas estas empresas muito “sensíveis” às oscilações dos preços de combustíveis”, conclui.

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