Elisa Ferraz rejeita todas as acusações feitas pelo PS de Vila do Conde e acusa Vítor Costa de uma “estratégia de maldizer” para explicar o recurso ao crédito bancário e, dessa forma, cumprir promessas eleitorais.
Em conferência de imprensa, a ex-presidente da Câmara de Vila do Conde revelou que reduziu a dívida do município em 32 milhões, tendo deixado ainda 10 milhões em ‘caixa’.
“Deixei o maior saldo a transitar dos últimos 20 anos”
“Em oito anos, diminuí a dívida em 32 milhões de euros. Deixei dez milhões em ‘caixa’, provavelmente o maior saldo a transitar dos últimos 20 anos. O ‘buraco’ de 13 milhões é totalmente falso”, afirmou Elisa Ferraz. A agora deputada da posição eleita pelo movimento NAU disse ainda que, para 2022, “há compromissos já assumidos, como em casa de qualquer pessoa”.
Todavia, em resposta às acusações de “empolamento orçamental”, Elisa Ferraz lembra que “há candidaturas aprovadas de 10 milhões. Três milhões foram já executados”, o restante será pago à medida que for executado, disse.
Elisa Ferraz diz entender as críticas de Vítor Costa como “uma estratégia de maldizer para camuflar um novo empréstimo bancário e pagar promessas eleitorais. Temo que a Câmara vá cair outra vez num ciclo de endividamento do qual tínhamos orgulhosamente saído”.
Auditoria? “Seria interessante que fosse feita desde 2005”
Questionada sobre a auditoria às contas da Câmara, a ex-presidente mostra-se “tranquila” e deixa uma bicada em Vítor Costa: “Seria interessante que fosse feita desde 2005”. Lembre-se que, entre 2005 e 2013, o município de Vila do Conde foi liderado pelo PS – Vítor Costa era vereador das finanças – e acabou por cair nas mãos do Programa de Apoio à Economia Local (PAEL), um regime excecional e transitório de concessão de crédito aos municípios.
Foto: Elisa Ferraz/MovimentoNAU (arquivo FB, 20/08/2021)
