“É UM PRIVILÉGIO NASCER E VIVER NA EUROPA”
Na segunda parte da entrevista, João Duarte revela mais pormenores sobre o projeto EuroRegião e o ciclo de conferências que arranca no dia 28 de março, em Santarém.
Manuel Ribeiro
Texto
22 de Março 2022, 19:56
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Santarém será o município anfitrião do primeiro de dez ciclos de conferências que o jornal EuroRegião vai organizar em parceria com as Câmaras Municipais de todo o país, media e empresas locais.

A primeira EuroRegião Talk coincide com a apresentação de um estudo sobre o impacto dos fundos europeus nas diferentes regiões em Portugal, efetuada pela Universidade Nova.

Segunda parte da entrevista (ler a primeira parte).

EuroRegião: Qual é a relevância de iniciar um projeto manifestamente a favor do projeto europeu, num período em que crescem as dúvidas sobre o futuro da Europa?

JD: O EuroRegião é favorável à Europa, ao espaço europeu, mas é agnóstico na sua organização política e nas suas políticas concretas. Fará o escrutínio de tudo o que tenha a ver com a Europa, como de todas as outras matérias. Dúvidas sobre o futuro da Europa, dos Estados Unidos, da China ou da Índia haverão sempre. E o conhecimento avança mais quando há dúvidas e se questionam todos os dogmas que se colocam perante a sociedade.

De qualquer forma, e é uma opinião que não vincula necessariamente o EuroRegião, mas sim a mim próprio, o contributo da Europa, e especificamente da União Europeia, para o mundo é vasto e valioso, a todos os níveis: democracia, liberdade, solidariedade, bem-estar económico, paz, cultura, desporto, arquitetura, a lista é muito longa. É um privilégio nascer e viver na Europa.

ER: Por falar em “paz” na Europa. Como vê o conflito entre a Rússia e a Ucrânia?

JD: A União Europeia contribuiu para que nos últimos 80 anos houvesse um período de paz duradouro dentro das suas fronteiras. E mesmo na Europa como um todo, a situação normal é de paz. A guerra da Jugoslávia e agora na Ucrânia são as exceções. Claro que é impossível ficar indiferente ao que se está a passar na Ucrânia, com a agressão da Rússia, a um país democrático e soberano, que quer fazer o caminho para oeste. Sabemos que não existem soluções fáceis nem tão rápidas como gostaríamos. As guerras acabam sempre num acordo, numa negociação e esperemos que todo este inferno acabe tão depressa quanto possível.

Inscreva-se no ciclo de conferências.

ER: Segundo dados do Eurobarómetro (2021), na Europa, ninguém é mais a favor da União Europeia do que os portugueses – cerca de 91% da população inquirida. Qual esperam que seja a receção dos portugueses a este projeto?

JD: O projeto está direcionado para o poder local, para os empresários espalhados por todo o país, e também para a população que gosta de estar informada. Não temos expectativas de reação de nenhum destes públicos em específico. O EuroRegião terá a reação que merecer a cada momento, fruto do seu trabalho e do seu contributo.

ER: O EuroRegião tem vindo a investir em conteúdos multiplataforma, através do lançamento de artigos, podcasts e vídeo. O que falta fazer no EuroRegião? Os leitores podem esperar por mais iniciativas no futuro?

JD: Falta muito. Temos muitas novidades preparadas, a principal das quais o ciclo do EuroRegião Talks, que se inicia agora e que percorre todo o país, e que terá a participação de personalidades relevantes da política local e nacional, do mundo académico e do mundo empresarial. Relevantes aqui no sentido que têm conhecimento úteis para partilhar com todos nós. Teremos também um conteúdo único que é o estudo sobre o impacto dos fundos estruturais nas diferentes regiões em Portugal, realizado pela Universidade Nova, e com a assinatura de dois prestigiados investigadores portugueses em economia: João Bernardo Duarte e Pedro Brinca…

continua.

 

 

 

Foto: João Duarte, CEO da Young Network Group e Publisher do EuroRegião. 

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