“DESVIO” DE VERBAS PARA A LINHA DO OESTE É “MERA ENGENHARIA FINANCEIRA”
Em declarações ao Porto Canal, o vice-presidente da IP explica a transferência das verbas da Linha do Douro para a Linha do Oeste.
Manuel Ribeiro
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8 de Abril 2022, 17:01
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A renovação da Linha do Douro é a mais atrasada do Ferrovia 2020. “O troço Marco-Régua tem questões técnicas que levaram ao atraso”, justifica o vice-presidente da Infraestruturas de Portugal (IP). A modernização vai ter de esperar pelo próximo comboio comunitário que chega com as verbas do quadro de apoio 21-27.

Prevista para concluir em 2019, a ligação Marco – Régua atrasou-se por “questões justificadas”. Em declarações ao Porto Canal, Carlos Fernandes disse que o concurso público foi cancelado porque a entidade contratada não conseguiu entregar o projeto, “fomos obrigados a revogar esse contrato e voltar a fazer um novo procedimento de contratação de um novo projetista e isso teve um atraso significativo”, disse o vice-presidente da IP, “aguardamos autorização do Governo para avançar”, acrescentou.

De acordo com o vice-presidente da IP, “o Governo deslocou o dinheiro do FEDER para a linha do Oeste para estabelecer os fundos necessários para a Linha do Douro” que viu o custo da obra duplicar, “mera engenharia financeira”, assegurou o responsável. A IP sublinha ainda que a modernização da Linha do Douro até à Régua “será financiada pelas verbas do novo quadro comunitário 21-27”.

A empresa pública garante que os trabalhos de modernização na Linha do Douro continuam. Os trabalhos do troço Pinhão – Tua estão concluídos (ver vídeo), 12,5 quilómetros foram requalificados. A empreitada teve um investimento de 5,8 milhões de euros, “parte do plano integrado de reabilitação da Linha do Douro, cujo desenvolvimento será assegurado de forma faseada, estando já concluída a intervenção no troço Caíde-Marco, obra desenvolvida no âmbito do Ferrovia 2020”, diz o mesmo comunicado.

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