DECO ALERTA PARA A DIFERENÇA DOS PREÇOS DA ÁGUA ENTRE ZONAS DO PAÍS
A associação da defesa do consumidor calcula que a discrepância possa ultrapassar os 400 euros anuais.
Redação
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13 de Janeiro 2022, 18:00
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A Deco Proteste alertou para as discrepâncias nos preços da água entre os concelhos. Segundo a associação da defesa do consumidor, as diferenças de preço podem aumentar a despensa em mais de 400 euros.

Os municípios mais caros

Os três municípios com as tarifas mais caras ficam todos no Porto: Trofa, Santo Tirso e Vila do Conde. De acordo com as contas da Deco, somando o abastecimento de água, o saneamento e os resíduos sólidos urbanos, a fatura total ultrapassa os 500 euros anuais, na Trofa, e fica muito perto desse valor nos outros dois municípios (490 euros, em Santo Tirso, e 480 euros em Vila do Conde).

Quem vive num dos 15 municípios mais caros, vai pagar, no mínimo, 390 euros anuais por 120 m3 de água, a quantidade necessária calculada pela Organização Mundial da Saúde.

Os mais baratos

No continente, Vila Nova de Foz Côa, Monchique (Faro) e Terras de Bouro (Braga) são os mais baratos. Paga-se 88,20 euros, no primeiro, 99 euros no município algarvio, e, no último, 103,22 euros. Mas, há uma razão, aqui ainda não são cobrados os serviços de saneamento ou de resíduos sólidos, “o que denuncia, mais uma vez, tarifários divergentes, que resultam no tratamento pouco equitativo dos cidadãos,” considera a associação.

Onde a fatura dispara

Há ainda um terceiro caso, o dos municípios em que a fatura dispara depois de ser ultrapassado o consumo de 120 m3 por ano. A maior diferença é no Fundão, num cenário de consumo de 180 m3 de água anuais, a conta seria de 665,35 euros, quase dobro do valor cobrado para 120 m3, apenas 347,72 euros.

Espinho é o segundo município com a maior diferença, 290,46 euros, passando de 368,79 para 659,25 euros. Seguido da Covilhã, onde a conta aumenta 283 euros (de 390 para 674 euros).

“Os cerca de 200 quilómetros que separam a Trofa, no distrito do Porto, de Vila Nova de Foz Côa, no da Guarda, ficam aquém, simbolicamente, da distância que os afasta na conta que os seus habitantes pagaram, em 2021, pela água que saiu das torneiras das suas casas, e ainda pelo seu tratamento e pelo serviço de resíduos sólidos. Se os primeiros desembolsaram 503 euros por 120 m3, os segundos ficaram-se por 88,20 euros – menos 414,80 euros,” destaca a Deco Proteste.

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