José Manuel Silva, presidente da Câmara de Coimbra, pretende transformar a Estação Nova num grande centro de desenvolvimento.
Segundo o autarca, com a iniciativa, “Coimbra vai ter a oportunidade de fazer daquele espaço um grande centro de desenvolvimento, por exemplo uma incubadora de empresas e um grande espaço de lazer, cultura e restauração, com fruição directa do rio Mondego, atraindo pessoas para a Baixa, não apenas num movimento de passagem, mas de vivência e usufruto de toda a zona”, explicou.
Além disso, o líder do município revelou que o Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), onde está incluída a implementação de um MetroBus, utilizando veículos eléctricos a bateria, é “irreversível e não pode ser parado”, acrescentando que o meio de transporte vai operar no antigo ramal ferroviário da Lousã e na área urbana de Coimbra, ligando esta cidade a Serpins, no concelho da Lousã, com passagem em Miranda do Corvo.
De acordo com José Manuel Silva, “a IP teve a gentileza de oferecer o edifício da Estação Nova à cidade, que fará dele o que entender”. “Para já, não temos nenhuma ideia preconcebida e estamos abertos a toda a discussão pública que se possa gerar e a todas as propostas”, disse o autarca.
Durante a sua intervenção, o autarca desmentiu ainda “repetidas referências” a alegados interesses imobiliários da IP entre a Estação Nova e o Açude-Ponte, no atual canal ferroviário de ligação à Estação Velha, que vai ser desmantelado com a entrada em funcionamento do SMM. “Há apenas um terreno da IP com capacidade construtiva e, também referente a este terreno, a IP tem tido uma postura irrepreensível no diálogo com a Câmara de Coimbra”, concluiu.
Fotografia: Carlos Luis M C da Cruz
