COIMBRA: AUTARCA AFIRMA QUE O METROBUS TEM INSUFICIÊNCIAS
O Presidente da Câmara de Coimbra divulgou cinco insuficiências associadas ao projeto do Sistema de Mobilidade do Mondego.
Redação
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17 de Novembro 2021, 09:00
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Segundo José Manuel Silva, autarca de Coimbra, o Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM) “consiste na implementação de um ‘metrobus’, utilizando veículos elétricos a baterias que irão operar no antigo ramal ferroviário da Lousã e na área urbana de Coimbra”, permitindo assim ligar esta cidade a Serpins na Lousã, passando por Miranda do Corvo. 

O presidente da Câmara de Coimbra realça que, apesar de ter herdado o projeto, o seu executivo não se revê no mesmo. “Este é um projeto que herdámos e vamos executar com satisfação, mas não seria exatamente o projeto que este executivo preferiria”, referiu. 

Apesar da oposição à iniciativa, de acordo com o autarca, o novo Governo apoiou o MetroBus e não atrasou o projeto, uma vez que “grande parte das soluções aprovadas já serão irreversíveis, não se podendo pôr em causa a execução das obras dos programas de investimento”, informou. 

A mesma fonte realça que a iniciativa devia considerar a reposição da paragem do Alto de São João, o aprofundamento da integração funcional ao longo de toda a linha, em particular na Praça 25 de abril e a articulação da paragem do ‘metrobus’ aos táxis, transportes urbanos e transportes rodoviários suburbanos, acrescentando que o SMM poderia também repensar a funcionalidade, segurança e dignidade da paragem da Câmara e a “necessidade indiscutível de servir o pólo I da Universidade de Coimbra, que é um dos maiores polos de atração de viagens, à semelhança dos Hospitais”, afirmou. 

“Finalmente, a estação de Coimbra B. o avanço da solução aprovada não poderá colocar em causa a viabilidade da passagem e paragem da alta velocidade em Coimbra B, que tem de fazer parte da autoestrada Lisboa-Porto, pelo que importa revisitar e consolidar o estudo prévio já aprovado em 2010 e objeto de parecer favorável”, defendeu. 

A obra do percurso entre Serpins e o Alto de São já está em execução e a intervenção entre Alto de São João e Portagem deverá ser iniciada em breve. Já as empreitadas dos troços urbanos da Portagem a Coimbra B e a Linha do Hospital deverão ser consignadas no primeiro trimestre de 2022. 

O Sistema de Mobilidade do Mondego exige um investimento global de 140 milhões de euros, mas 40 milhões dessa verba destinam-se  à aquisição de material circulante através de concursos públicos. 

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