CENTRAIS TERMOELÉTRICAS REDUZEM EMISSÕES PARA MÍNIMO DE 31 ANOS
A APREN e a associação ambientalista ZERO estimam que, em 2021, as grandes centrais elétricas em Portugal tenham emitido 4,8 milhões de toneladas de CO2, valor mínimo desde 1990.
Redação
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7 de Janeiro 2022, 10:00
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A Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN) e a ZERO lançaram um comunicado em conjunto onde revelaram os dados referente à poluição nacional. Segundo as duas entidades, “2021 é um verdadeiro recorde, estimando-se um valor de 4,8 milhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono por parte das grandes centrais termoelétricas”, pode ler-se no comunicado. 

De acordo com as associações, entre 2008 e 2018, a produção de eletricidade a partir das grandes centrais termoelétricas era responsável por emissões de gases de efeito de estufa que variavam entre 10 e 17 milhões de toneladas por ano de dióxido de carbono. Contudo, o encerramento das últimas duas centrais termoelétricas a carvão, em Sines e no Pego, permanecendo em operação as centrais de ciclo combinado a gás natural de Lares, Pego, Ribatejo e Tapada do Outeiro, apoiaram a redução das emissões de dióxido de carbono. 

“No total das emissões, englobando também a produção de eletricidade associada à cogeração e queima de resíduos urbanos, a APREN e a Zero estimam um decréscimo de 8,3 para 6,2 milhões de toneladas de dióxido de carbono, uma redução na ordem dos 25%, um ‘recorde’ muito significativo, sendo agora inequivocamente o transporte rodoviário o principal responsável por emissões de dióxido de carbono em Portugal”, referem. 

Em 2021, a redução de emissões na queima do carvão foi de 1,4 milhões de toneladas, mas as associações acreditam que o valor só não foi maior “porque havia necessidade de esgotar praticamente todo o carvão existente na central termoelétrica do Pego até novembro de 2021”. 

Para o presente ano, Pedro Amaral Jorge, presidente da APREN, considera “fundamental continuar e intensificar a eletrificação, forma direta e indireta, dos consumos de energia, com coesão social e territorial”. Já Francisco Ferreira, o presidente da ZERO, acha “determinante que, de forma tão sustentável quanto possível, se invista na redução dos consumos de energia, assegurando maior eficiência e em fontes de energia renováveis implementadas de forma sustentável, assegurando novos e mais empregos e uma efetiva descarbonização”, concluiu. 

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