Catarina Furtado reagiu às críticas que recebeu nas redes sociais depois de ter publicado um vídeo a cortar o cabelo, um gesto que faz parte de um protesto internacional criado para lançar um alerta sobre as manifestações que decorrem no Irão para pedir mais liberdade para as mulheres.
Na publicação original, entretanto eliminada, a apresentadora de televisão foi acusada de ter cortado uma ponta muito pequena do cabelo, algo que, na visão dos internautas, acabou por “ridicularizar o protesto”.
“Depois de ter colocado um vídeo a participar na corrente mundial de apoio às raparigas e mulheres do Irão mortas e violentadas pela polícia moral, houve quem criticasse. Não aceito que se desvirtue o sentido maior de uma campanha que visa não deixar esquecer um tema tão urgente, por isso o retirei”, justificou, afirmando que não irá permitir nas suas redes sociais a presença de quem não é “verdadeiramente solidário e empático com o sofrimento”, acrescentando que: “na minha casa virtual só entra quem é verdadeiramente solidário e empático com o sofrimento. Infelizmente sei bem do que falo porque há 22 anos que trabalho estas violações dos direitos humanos, sobretudo com base no género”, realçou.
Precisamos que existam mais jovens mulheres em lugares de decisão, escolas sem discriminação, com incentivo ao pensamento critico, à análise transformadora e à justiça social. É essencial Educação Sexual Compreensiva em contexto escolar e em programas de atendimento que escutem, ensinem, informem, apoiem, sem doutrinar. Já sabemos como se faz, a Covid-19 veio provocar um retrocesso de cerca de 20 anos nos direitos das meninas e raparigas, por isso temos de agir com urgência”, concluiu.
Confira, abaixo, a publicação da apresentadora:
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