A autarquia de Angra do Heroísmo disponibiliza ao público a possibilidade de verem uma réplica da Carta de Angra de 1595 de Linschoten. O mapa tem 2,5m por 1,45m de dimensão e é feito em bronze fundido com alto relevo, permitindo assim viajar pela malha urbana da cidade seiscentista, o seu porto, linhas de defesa e história.
No painel pode ainda ser visto o retrato de Jan Huygen van Linschoten a cores impresso sobre alumínio. De acordo com o Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, “o painel assume-se como elemento de ligação entre o jardim Duque da Terceira e futuro Centro Interpretativo de Angra, para permitir uma dinâmica da visitação entre os dois espaços e a cidade”, destaca a autarquia.
Linschoten foi um explorador holandês que viajou pelas zonas de influência portuguesa na Ásia. O convívio regular com navegadores portugueses permitiu que o explorador copiasse mapas e conhecesse as informações e práticas mercantis dos navegadores portugueses, o que permitiu que os Países Baixos entrassem em zonas dominadas pelos ingleses.
Após um naufrágio, Linschoten permaneceu em Angra do Heroísmo durante dois anos, período em que contabilizou as riquezas recuperadas na embarcação naufragada e percorreu a ilha, por terra e mar para recolher informação sobre o território e registar as suas perspetivas, publicadas em livro anos mais tarde, tendo sido acompanhadas por dois mapas detalhados: um de Goa e outro de Angra. Este último é considerado um dos mapas mais antigos da cidade de Angra do Heroísmo.
A obra do explorador Linschoten, intitulada “Relato de uma viagem pelas navegações dos portugueses no Oriente”, contém cartas e indicações sobre como navegar entre Portugal e as Índias Orientais, e ainda entre a Índia, a China e o Japão.
