Começa hoje, na FIL, a 32.ª edição da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL). Segundo a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, será “sobretudo um espaço de reencontro, volvidos estes dois anos muito sofridos no que ao setor diz respeito”. “As nossas expectativas são grandes,” admite.
“A mensagem positiva que queremos projetar na BTL passa, sobretudo, por dar nota de que a cadeia de valor do setor do turismo está viva, está disponível e tem todas as condições para acolher a procura, assim que ela surja,” afirma a governante, acrescentado que “grande parte das empresas que estiveram nas edições anteriores” vão regressar ao evento este ano, o que significa que “mantêm-se vivas, ainda que em circunstâncias difíceis”.
Em declarações à agência Lusa, Rita Marques lembrou que serão necessários “vários anos para que os balanços contabilísticos das empresas possam recuperar” dos efeitos da pandemia, e que o conflito na Ucrânia e consequente subida dos preços da energia, matérias-primas e bens alimentares vai contribuir para as dificuldades do setor.
“Isto é especialmente impactante, designadamente no que toca aos transportes terrestres de passageiros, mas também no que toca à conectividade internacional, tendo em conta, como sabemos, que grande parte dos custos das nossas companhias aéreas dependem justamente de um carburante, do ‘jet fuel’, que também foi fortemente impactado e, portanto, espera-se naturalmente uma subida de preços em toda a cadeia de valor”, mas “até o momento, não temos evidência que essa escalada de preços esteja já a ocorrer, portanto, estamos à espera que ocorra, mas, nesta altura, ainda não é uma realidade”, revela.
