BICICLETAS PARTILHADAS CHEGARAM A ALMADA
A medida aprovada, apresentada pela deputada municipal do PAN, vai criar uma rede municipal de bicicletas.
Maria João Silva
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29 de Abril 2022, 15:30
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A Assembleia Municipal de Almada aprovou, por unanimidade, a criação de uma rede municipal de bicicletas e a expansão da rede ciclável no concelho. 

Segundo Margarida Paulos, deputada municipal do PAN, “dos 223 quilómetros prometidos em 2012 no âmbito do Plano Almada Ciclável, apenas 20 quilómetros foram concluídos”, acrescentando que “grande parte destas ciclovias encontra-se hoje em mau estado, praticamente invisível ou sendo usada para uso de estacionamento automóvel indevido”, referiu. 

Assim, a militante sugere “a criação de uma rede municipal de bicicletas partilhada e a melhoria do acesso às ciclovias em Almada deve ser uma prioridade”, medida que vai responder à “necessidade de redução das emissões de CO2, de melhoria da qualidade do ar e da vida nas cidades, retirando automóveis das mesmas”, apontou durante a sessão municipal citada pelo jornal Almadense. 

Desta forma a proposta do PAN quer garantir a “criação de uma rede integrada de eixos cicláveis, pensada numa perspetiva intermodal e inclusiva, por forma a permitir viajar em bicicleta por todo o concelho, garantindo a continuidade dos percursos”, a“realização de um estudo de avaliação das falhas nas ciclovias existentes, tendo em vista a devida correção e adaptação”, a “criação de um sistema de bicicletas partilhadas, com estações nos pontos principais do município, apoiado por um sistema com georeferenciação e pré-registo de utilizadores” e ainda a “integração da rede de ciclovias na restante rede de transporte, criando um plano intermodal que integre transportes públicos, bicicletas, automóveis e estacionamentos”. 

A medida foi aprovada por todos os partidos políticos, incluindo o Partido Socialista, que se encontra no comando do Executivo local. Na visão de Ivan Gonçalves, deputado do PS,  “é evidente o atraso estrutural que o nosso município tem nesta área”, acrescentando que “é incompreensível que as nossas redes cicláveis não cubram hoje todo o município”. 

“Não é possível querermos retirar carros do centro da cidade se depois não tivermos forma de ter mecanismos de mobilidade suave que vao aos centros das localidades. Queremos melhorar a vida dos nossos moradores, queremos contribuir para uma transição energética e climática que sustentem o nosso futuro e por isso associamo-nos de forma veemente a esta moção”, concluiu. 

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