A Sara Batista vive na Margem Sul e estuda em Lisboa. Ainda não tem carta, nem carro, mas está desejosa de ter um veículo próprio para lhe facilitar a vida. “Continua a ser preciso andarmos muito de carro”, aqui “é mesmo essencial”, lamenta.
Todos os dias se desloca de transportes públicos, perdendo no total cerca de “duas horas e meia, às vezes três horas”, entre autocarros, comboio e metro. Mas, apesar de começar a conduzir ser um dos seus objetivos, em plena crise climática, confessa que não optaria pelo carro se tivesse melhores opções de transportes.
Agora, vive dependente de atrasos e greves, e é prejudicada pela oferta limitada. Por exemplo, “aos fins de semana o autocarro que eu apanho, não há. Fico sempre dependente de boleias”, explica. Mas, ainda atravessa o Tejo de comboio.
No futuro, poderá estar num dos cerca de 150 mil carros que passam a Ponte 25 de Abril diariamente. Contudo, neste que é um dos pontos mais congestionados do país, as longas filas de carros em hora de ponta não deverão reduzir o tempo que perde em deslocações.
Como a Sara, há milhares de pessoas que esperam por soluções para os problemas de mobilidade da Margem Sul.
