A vitória de Carlos Moedas, candidato à Câmara de Lisboa, ainda que eleito sem maioria absoluta, foi, para muitos, a grande surpresa da última noite eleitoral (26/09). A campanha do autarca do PSD deu especial destaque à mobilidade e contestou o plano de ciclovias implementado pela Câmara no último mandato. Reunimos as propostas de Carlos Moedas para o futuro da mobilidade em Lisboa.
Para as ciclovias
O novo programa para a Câmara de Lisboa não quer acabar com as ciclovias, e até prevê a construção de novas, mas promete “redesenhar a rede ciclável”.
- Construir uma ciclovia contínua, alargada, com equipamento urbano e serviços de suporte adequados desde Algés até ao Parque das Nações;
- Implementar um programa de segurança para a mobilidade suave (bicicletas, trotinetes, etc);
- Redesenhar a rede ciclável de Lisboa com enfoque na segurança, no conforto e na funcionalidade para os ciclistas e os peões, eliminando ciclovias com problemas, como seja a da Almirante Reis e desenhando-se alternativas viáveis.
Para os transportes públicos
Na rede de transportes públicos a novidade é a valorização do Tejo enquanto “hidrovia metropolitana”, a transformação da Linha Circular e da Linha Amarela numa só, e eliminação dos comboios de superfície a circular entre Cais do Sodré e Algés.
- Eliminar a circulação de comboios à superfície no troço Cais do Sodré até Algés, acelerando a devolução gradual de toda essa área à ligação da cidade com o Tejo e a futura resolução do problema do Terminal de Contentores;
- Transformar a Linha Circular e a futura Linha Amarela numa linha única em laço (Odivelas, Campo Grande, Rato, Cais do Sodré, Alameda, Campo Grande, Telheiras), para manter as ligações diretas (sem transbordo) de Odivelas, norte de Lisboa e Telheiras ao centro da cidade.
- Melhoria disruptiva dos serviços da CARRIS, com segmentação e transporte a pedido, redefinição da rede, aumento de frequência e maior integração multimodal;
- Transformar o Rio Tejo numa hidrovia metropolitana de largo espetro, promovendo uma rede de transportes fluviais, coletivos e individuais, incluindo táxis fluviais, ao longo de toda a frente ribeirinha, desde Algés até ao Parque das Nações;
- Introduzir o transporte coletivo gratuito para residentes menores de 18 anos, estudantes universitários, maiores de 65 anos, pessoas com deficiência, desempregados e “passageiros verdes;
- Acrescentar nos passes mensais as bicicletas Gira, promovendo a mobilidade porta-a-porta;
- Promover a modernização do transporte por táxi, alargando as Praças, melhorando as condições operativas, nomeadamente de Segurança e Higiene, e potenciando a conversão elétrica da frota;
Para o trânsito
No trânsito as propostas dividem-se entre a promoção da mobilidade sustentável e o aumento da oferta de estacionamento para carros, incluindo a oferta dos primeiros 20 minutos de estacionamento a todos os residentes.
- Reduzir o transito pendular de entrada em Lisboa contruindo mais e melhores parques dissuasores na periferia da cidade, evoluindo para uma tipologia mais atraente e mais multimodal, em articulação com os municípios limítrofes;
- Assegurar parques multifuncionais de estacionamento para residentes em todos os bairros;
- Otimizar a oferta de estacionamento automóvel à superfície;
- Primeiros 20 min grátis no estacionamento (por dia), na cidade, e 50% de desconto nos restantes períodos, em todas as tarifas EMEL para residentes;
- Criar mais espaço para bicicletas, motociclos, veículos partilhados, veículos elétricos e veículos de cargas e descargas; reforçar os postos de carregamento de veículos elétricos;
- Desenvolver uma rede pedonal contínua, confortável e inclusiva.
- Promover a mobilidade elétrica através de aumento de postos de carregamento e dos espaços e locais reservados e projetos inovadores;
- Promover a mobilidade partilhada;
