ALOJAMENTO UNIVERSITÁRIO NO PORTO TERÁ MAIS 151 CAMAS ATÉ 2023
A parceria entre dois fundos privados vai permitir que o Campus Universitário da Asprela tenha, até 2023, mais 151 camas para estudantes.
Redação
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4 de Novembro 2021, 20:00
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A IP Investment Management (IPIM) e a Heed Capital (Heed), fundos de investimento imobiliário, vão investir na construção de alojamento para estudantes do ensino superior, na cidade do Porto. 

As empresas pretendem “tirar partido de um mercado extremamente fragmentado”, “deficitário e sub-provisionado”, de modo a “capturar uma quota de mercado significativa”, admite a Diretora Executiva do IPIM, Selina Williams, citada num comunicado enviado à Lusa. 

No Porto, o rácio é de 10 alunos por cada cama disponível e, segundo o Jornal de Notícias, em 2020, a cidade contou com aumento de apenas 38 camas. Apesar de, nesse mesmo ano, devido à pandemia, a oferta de alojamento ter reduziu em 2218 camas, o decréscimo foi colmatado através de protocolos e parcerias com unidades de alojamento local, o que permitiu disponibilizar mais 4500 camas a estudantes universitário.  

Segundo o Governo, no presente ano letivo, estão disponíveis na cidade do Porto 17 794 camas, um “número adequado às necessidades”, consideram. Mas, para Raj Kotecha cofundador e diretor executivo da Amro Partners, continua a existir uma “falta de oferta significativa nesta região” o que se traduz num “grande potencial de crescimento”. 

O empreendimento da IPIM e da Heed será desenvolvido num terreno de 4.000 metros quadrados, num raio de 15 minutos a pé de cinco instituições de ensino superior que contam, atualmente, com mais de 35 mil estudantes. De acordo com as empresas, o edifício vai ser composto por “uma mistura de estúdios individuais, “twodios” [estúdios para duas pessoas], ensuites [quartos com casa de banho] e quartos duplos com equipamentos que incluem sala de estudo, terraços, ginásio, sala “MasterChef”, padel court e áreas verdes exteriores”, referem em comunicado. 

Para Raj Kotecha, a “expansão em Portugal é um passo natural no seguimento de várias aquisições bem-sucedidas em Espanha”, desde a entrada da empresa no mercado ibérico em 2018. 

“O setor da habitação para estudantes provou ser resiliente nos últimos 12 meses” e “continuamos focados em aumentar a nossa presença na região, com um pipeline de novas aquisições a anunciar nos próximos meses”, concluiu. 

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