ALGARVE É REFERÊNCIA NOS FUNDOS EUROPEUS
Fundos não vão chegar para cobrir todas as intervenções no património, mas a zona do Algarve continua a ser “uma referência nacional”.
Maria João Silva
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4 de Agosto 2022, 16:08
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O Arco da Vila em Faro, a Igreja de Sebastião, em Lagos, e a Sé de Silves fazem parte da lista de monumentos prioritários da Direção Regional de Cultura do Algarve (DRCAlg), segundo o arqueólogo Rui Parreira.

No evento “Algarve: Investimentos com Fundos Europeus na Cultura e Património Cultura”, que decorreu na passada quinta-feira (28/07), o arqueólogo mencionou que: “Estamos neste momento num processo de revisão dos Planos Diretores Municipais (PDM). É uma oportunidade para identificarmos os bens culturais e mapeá-los na carta de património anexa aos PDM. Temos 201 bens culturais imóveis classificados, dos quais 138 de âmbito nacional e os restantes 63 de interesse municipal. A este conjunto de imóveis com proteção legal acrescem outros 28 em vias de classificação. É significativo como os municípios do Algarve, à exceção de Silves, apostam mais no âmbito nacional do que no reconhecimento local. É uma situação que temos procurado inverter”, esclareceu.

Na visão do arqueólogo, “tem de haver uma distribuição pensada e discutida” dos Fundos Europeus, para assim resolvera a sobrecarga de visitantes, como acontece por exemplo no Forte do Beliche, em Vila do Bispo, ou o uso que é dado aos monumentos, como por exemplo em Cacela Velha, onde a fortaleza é usada pela Guarda Nacional Republicana (GNR), entidade que não tem cuidado da infraestrutura.

Parreira também chamou a atenção para aquilo que descreveu como “ruínas sem-abrigo”. É o caso das Ruínas da Gafareia Medieval, em Lagos, e da Villa Romana do Montinho das Laranjeiras, em Alcoutim.

Isabel Cordeiro, secretária de Estado da Cultura, afirmou, por sua vez, que “o Algarve tornou-se uma referência nacional, uma espécie de manual de boas práticas, no que diz respeito ao aproveitamento dos fundos europeus na área da cultura, requalificando património material e imaterial, o que tem impacto na economia regional e nacional e na vida das populações residentes”, defendeu.

No âmbito do Programa ALGARVE 2020, através do eixo Património Natural e Cultural foi disponibilizado um montante de cerca de 53 milhões de euros, que permitiu o desenvolvimento de 47 operações, entre as quais, o Museu de Lagos Dr. José Formosinho (com um investimento total na ordem dos 7 milhões e duzentos mil euros, com uma comparticipação do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) de cerca de 2 milhões e 700 mil euros e cuja requalificação mereceu uma menção honrosa por parte da Associação Portuguesa de Museologia (APOM), os Banhos Islâmicos e Casa Senhorial dos Barretos (Loulé), o Projeto Revelim e Castelo (Castro Marim), o projeto da Sé (Silves), o projeto de requalificação do Cineteatro António Pinheiro (Tavira), o projeto dos Monumentos Megalíticos de Alcalar (Portimão) e o Projeto Bezaranha, Cultura em Rede, da responsabilidade da AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve.

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