O inquérito relativo às “Condições de Vida e Rendimento”, publicado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), revelou que no ano passado, 18,4% das pessoas estavam em risco de pobreza. As mulheres idosas foram as mais afetadas pelo fenómeno, tendo passado de 19,5% para 22,5% em 2020.
Os adultos em idade ativa também foram afetados, tendo a taxa de pobreza subido 2,3 pontos percentuais. No que diz respeito aos indivíduos menores de idade, o fenómeno aumentou de 19,1% para 20,4%.
Nas regiões, o Alentejo é a que tem o valor de pobreza mais baixo a nível nacional (17%), seguindo-se o Algarve e as Regiões Autónomas (18%) e as regiões a norte do Tejo com 19%, de acordo com os dados lançados pelo INE.
Segundo o relatório, em 2020, existiam 2.302 cidadãos em risco de pobreza ou exclusão social. No mesmo período, o risco de pobreza aumentou, em geral, para os agregados sem crianças dependentes (17,2%, mais 1,8% em relação a 2019) e para os agregados com crianças dependentes (19,7%, mais 2,7 pontos percentuais do que no ano anterior).
Para combater o fenómeno, o Executivo português adotou medidas de apoio financeiro às famílias durante o período de pandemia. Cinco por cento das famílias referiram ter recebido apoios monetários do Estado, em 2020, no âmbito da Covid-19, relacionados com o emprego dos trabalhadores por conta de outrem; 2,9% das famílias receberam apoios relacionados com o trabalho por conta própria; e 2,4% das famílias receberam apoios monetários relacionados com a família, as crianças e a habitação.
A União Europeia (UE) definiu como principais objetivos a redução do número de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social em, pelo menos, 15 milhões de pessoas até 2030.
