Conhecida por muitos como “a aldeia mais pequena no mundo”, a Aldeia da Senhora do Forte foi restaurada e pode, novamente, ser visitada. O projeto foi financiado pelo Programa Operacional CRESC Algarve 2020 e pelo FEDER, num investimento total de 7,3 milhões de euros.
A maquete do artista Pedro Reis é uma critica ao modelo de desenvolvimento urbano do Algarve, representada numa aldeia utópica onde “o seu traçado urbanístico e as belezas naturais foram cuidadosamente aproveitados e respeitados, de forma a proporcionar as melhores condições de vida aos seus moradores e aos visitantes”, explica a Câmara Municipal (CM) de Lagos.
Em 2017, a maquete foi retirada de exposição para dar início ao processo de higienização e restauro. Depois de quatro longos anos, a aldeia foi reinaugurada este ano, no dia 27 de outubro, com a presença do Presidente da CCDR Algarve, José Apolinário, de João Fernandes, Presidente da Região de Turismo do Algarve, Adriana Nogueira, Diretora Regional de Cultura do Algarve e de Hugo Pereira, Presidente da Câmara Municipal de Lagos.
Esta obra foi construída em 1993, e doada ao Museu de Lagos, onde recebe milhares de visitantes, e onde é organizada anualmente a tradicional Festa da Aldeia da Senhora do Forte – a próxima está marcada para 17 a 19 de julho de 2022.
A originalidade da celebração valeu-lhe, em 2011, o primeiro prémio da Paisagem Mediterrânica, passando a constar do Catálogo de Boas Práticas editado pelo programa comunitário PAYS-MED-URBAN. Afinal, o seu tamanho “não a impede de querer ombrear com os grandes centros urbanos em vontade de servir os seus residentes e visitantes, com iniciativas várias, algumas originais,” argumenta a CM de Lagos.
Agora, a Aldeia da Senhora do Forte pode finalmente voltar a receber visitas no Museu de Lagos Dr. José Formosinho, de terça a domingo, entre as 10h00 e as 12h30 e das 14h00 às 17h30.
