A ilha de São Jorge registou, desde sábado à tarde, mais de 1.800 sismos, dos quais 104 foram sentidos pela população.
Segundo Clélio Meneses, titular da pasta da Saúde nos Açores, em resposta ao fenómeno, os utentes internados no Centro de Saúde das Velas, que está mais próximo dos epicentros dos sismos, serão deslocados para o Centro de Saúde da Calheta, na outra ponta da ilha de São Jorge, “no sentido de precaver qualquer situação que torne mais difícil a movimentação, a mobilidade e alguma evacuação”.
“Estamos a cuidar deste problema em permanência com os melhores técnicos para, no caso de ser necessário, termos a resposta preparada para intervir. Esta resposta tem uma natureza ao nível de necessidade de evacuações e de cuidados de saúde e tudo isto está a ser preparado para, na nossa esperança, não ser necessário”, afirmou.
Além disso, a mesma fonte revelou que, em parceria com a Câmara Municipal das Velas, o Executivo Regional está a identificar “o número de pessoas com mobilidade afetada, para terem uma proteção acrescida”, esclareceu a Clélio Meneses, acrescentando que o executivo açoriano entrou em contacto com a Atlânticoline, empresa pública responsável pelo transporte marítimo de passageiros nos Açores, e com as Forças Armadas de forma a assegurar o transporte da população.
“Estamos preparados para acudir em tempo real, sabendo que estamos perante uma catástrofe, se acontecer. Se não acontecer, ainda bem e só prova que o Serviço Regional de Proteção Civil dos Açores, os bombeiros da região e todo o Serviço Regional de Saúde estão preparados para acudir intempéries”, concluiu.
