A Câmara de Abrantes inaugurou esta semana o Museu Ibérico de Arqueologia e Arte (MIAA), depois de quase 15 anos de trabalho e um investimento de 6,3 milhões de euros. O novo espaço cultural terá um papel “central” no processo de regeneração urbana da cidade.
O MIAA fica no Convento de S. Domingos, recentemente requalificado para a instalação do museu. Os dois pisos do antigo convento vão acolher exposições, permanentes e temporárias, incluindo parte da coleção de arqueologia e arte municipal, o espólio de pintura contemporânea da pintora Maria Lucília Moita e a coleção arqueológica Estrada, com cinco mil as peças da antiga Lusitânia.
Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara de Abrantes, em declarações à Lusa, considerou o MIAA “um Museu com uma grande diversidade, com capacidade de se ir atualizando e renovando”, e “um museu extraordinário” do qual “todos os abrantinos sentir-se-ão orgulhosos por esta infraestrutura ao serviço da comunidade”.
“É um projeto que foi, e é, muito ambicioso, que estamos a desenvolver quase há 15 anos, e que cria grandes expectativas, e julgamos ter um Museu de relevância regional e mesmo nacional”, continuou.
Para o autarca a inauguração do museu cria esperança de que este “sirva de impulso para toda a dinâmica do turismo, relacionado com as questões culturais” e se torne num “polo nuclear de um projeto estratégico assente numa constelação de museus, de espaços de cultura e de turismo, que formam de facto um conjunto de instalações e dinâmicas muito fortes que potenciam naturalmente o turismo”.
O projeto recebeu um apoio de 2,5 milhões de euros do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, e o restante investimento foi feito pela Câmara Municipal de Abrantes.
Até ao final de fevereiro a entrada no museu é gratuita de terça-feira a domingo, das 10:00 às 12:30 e das 14:00 e as 17:30. O museu encerra à segunda-feira e aos feriados.
Fotografia: GualdimG
