João Silva, Diretor de Operações da YoungNetwork Group, iniciou a sua intervenção a destacar a necessidade das empresas estarem atentas “às oportunidades” de financiamento que vão surgindo, nomeadamente as verbas que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) tem para avançar com a digitalização das empresas nacionais.
António Abreu, administrador do JM, referiu que o problema da bazuca europeia é o facto desta ser maioritariamente canalizada para iniciativas públicas, não favorecendo assim o desenvolvimento da economia das diferentes regiões do país, incluindo a Região Autónoma da Madeira. Esta perspetiva é corroborada por Bernardo Alegra, Managing Partner da Onspot, quando este menciona que a execução dos Fundos Europeus está extremamente dependente do serviço público.
Diogo Pinto Couto, advogado, refere, por sua vez, que é necessário garantir que as empresas se informem antes de se candidatarem a qualquer tipo de apoio europeu, mas também acompanhar as empresas no processo de acesso aos Fundos Europeus, facilitando assim o trabalho dos agentes económicos e garantir que as empresas “não desmotivam”, sendo também necessário que as empresas respondam a todos os requisitos para aceder a estes apoios, antes de iniciar o processo de candidatura e execução.
Sofia Terlica, ainda durante a sua intervenção na sexta conferência do EuroRegião Talks, destacou que apesar do PRR estar mais direcionado para o setor público, a investigadora relembra que o Programa Operacional Portugal 2020 canalizou, durante o seu período de execução, cerca de 50% das suas verbas para o setor privado.
Na visão do advogado Diogo Pinto Couto defende que tem que haver mais clareza no processo de candidatura aos Fundos Europeus e ajustá-los também aos interesses das diferentes empresas das regiões, garantindo assim uma maior adesão às iniciativas europeias e o contorno à “catalogação” referentes aos Fundos Europeus.
Relativamente à Madeira, tema central da sexta conferência do EuroRegião Talks, Sofia Terlica afirma que a Madeira usufrui de duas qualidades: encontram-se no mesmo nível de desenvolvimento que a região do Algarve, mas que “ao ser uma região ultraperiférica” consegue beneficiar de mais fundos europeus, tal como acontece em zonas menos desenvolvidas do país, como os Açores e o Alentejo.
Em conclusão, Diogo Pinto Couto, refere que o Estado liderado por António Costa deve continuar a apostar na divulgação de dados e informação sobre as candidaturas aos Fundos Europeus, algo que, consequentemente, vai reforçar a execução dos mesmos e o desenvolvimento da economia nacional.
Pode acompanhar a sexta conferência do EuroRegião Talks através da transmissão online no canal do EuroRegião.
Foto: Captura de tela
